Aviões não tripulados protegem diplomatas dos EUA no Iraque

Um mês após a retirada das tropas dos EUA do Iraque, o Departamento de Estado revela estar operando no país uma frota de aviões não tripulados (UAV, na sigla em inglês) para proteger seus funcionários e instalações diplomáticas. O Departamento começou a testar os aviões em 2011 e, desde então, a frota foi ampliada para 24 unidades. Diferentemente dos UAVs utilizados pelos militares e pela CIA, esses aviões não carregam armamentos. Sua função é apenas detectar possíveis ameaças à segurança dos diplomatas, como manifestações populares e bloqueios em estradas. As informações são repassadas a equipes de segurança privada contratadas para proteger milhares de funcionários do Departamento de Estado no Iraque. A frota de UAVs também deverá ser operada pelas empresas privadas assim que for publicada uma proposta de contrato nas próximas semanas. Funcionários do governo do Iraque, contudo, criticam o programa de vigilância aérea, considerado uma afronta à soberania do país. Os iraquianos acrescentam que será necessária uma aprovação formal do governo para a operação com  as aeronaves, algo difícil devido à tensão política entre os dois países e à opinião pública anti-EUA. Bagdá nega ter sido procurada por Washington para negociar a permissão. Apesar dos possíveis obstáculos políticos, empresas de segurança dizem ter informações de que o Departamento também considera utilizar UAVs para operações semelhantes em outros países como Afeganistão, Paquistão e Indonésia.
Realização:
Apoio:

Conheça o projeto OPEU

O OPEU é um portal de notícias e um banco de dados dedicado ao acompanhamento da política doméstica e internacional dos EUA.

Ler mais