Energia e Meio Ambiente

Obama declara risco climático a maior ameaça do século

O presidente Barack Obama discursou na ONU, no dia 22, sobre a urgência do combate à mudança climática. Citando a necessidade de ações coletivas, o presidente convidou todos os países a solucionar o que considera o maior desafio do século XXI. O recado foi diretamente para China, sem a qual Obama diz ser impossível evitar a catástrofe. Dividir a responsabilidade com nações emergentes sempre foi um dos pontos de divergência dos EUA com demais países, como China e Brasil. Os países emergentes defendem que os desenvolvidos arquem com a maior parte dos custos por contribuírem há mais tempo para a degradação ambiental. Reconhecendo a responsabilidade histórica de seu país, Obama prometeu fornecer tecnologia para que países menos desenvolvidos possam atuar domesticamente. Também anunciou medidas executivas para tornar prioridade nas agências federais o financiamento de projetos internacionais com foco na minimização da ameaça climática. Obama lembrou que, mesmo correndo risco político, seu governo implementou um programa de redução de emissão de CO2 nas termoelétricas a carvão. Desenvolvido pela Agência de Proteção Ambiental, o plano pretende reduzir em 30% o nível das emissões de 2005 até o ano de 2030.  As normas, conhecidas como Clean Power Act, foram consideradas pelo setor de energia térmica e por opositores políticos como uma guerra ao carvão. Em comparação com a União Europeia, a meta é menor: o bloco europeu espera reduzir as emissões em 40% sobre os níveis de 1990, quando o patamar de poluição era mais elevado. Para analistas, Obama pretende fazer da defesa do clima um legado de seu segundo mandato.

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