Encontro China-EUA discute câmbio e abertura de mercado

Autoridades dos dois países discutiram o comércio bilateral no terceiro Diálogo Estratégico e Econômico China-EUA, ocorrido em Washington nos dias 9 e 10 de maio. A importância da relação comercial diminuiu o tom das críticas às políticas econômicas chinesas, mas elas não desapareceram. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, reafirmou a preocupação dos EUA com a moeda chinesa desvalorizada. Embora a China já tenha encerrado o congelamento do câmbio há um ano, valorizando o yuan em 5% frente ao dólar, autoridades dos EUA expressaram desejo por um processo mais rápido. Isto pode ocorrer, independentemente da pressão externa, para controlar a inflação doméstica e reduzir o custo das importações. As autoridades dos EUA destacaram a necessidade de abertura dos mercados chineses a empresas e investimentos externos. O secretário de Comércio, Gary Locke, já havia declarado que as políticas de inovação nacional são o principal desafio para o acesso ao mercado chinês, pois expulsam companhias estrangeiras da indústria e impõem transferências de tecnologia inaceitáveis para se operar na China. A política de acesso preferencial dos produtos criados com tecnologia e propriedade intelectual chinesa ao mercado de compras governamentais da China é acusada de ser uma ferramenta de auxilio para as firmas nacionais. Zhang Xiaoqing, diretor da Comissão Chinesa de Reforma e Desenvolvimento, garantiu que as compras governamentais foram separadas do programa de inovação. A China reafirmou que não usará compras governamentais para proteger empresas chinesas em detrimento de empresas dos EUA.

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