Petrobras também foi alvo de espionagem da NSA
Durante reunião do G-20 na última semana, a presidente Dilma Rousseff cobrou explicações dos EUA sobre as denúncias de espionagem contra seu email pessoal e de seus assessores. Mesmo sem um pedido oficial de desculpas, o presidente Barack Obama afirmou que irá rever a extensão do monitoramento empreendido contra países aliados, como Brasil e México. Segundo Dilma, o prazo para respostas seria quarta-feira, dia 11. Apesar da promessa de Obama, novas denúncias surgiram, no dia 8, com a revelação de que a Petrobras também teria sido espionada pela National Security Agency. O documento foi vazado pelo ex-funcionário da NSA, Edward Snowden. Além da Petrobras, aparecem listados como alvos o Google e a rede SWIFT, que regula transações financeiras internacionais. As três empresas estão incluídas no manual de treinamento de novos agentes da NSA sobre como acessar a rede de computadores privados de grandes empresas. O documento da NSA é classificado como ultrassecreto e faz parte do programa Blackpearl, que extrai informações de redes privadas. Com base no manual, no enatnto, não é possível determinar a quanto tempo a Petrobras vem sendo monitorada e nem que tipo de informação foi acessado pela NSA. Supostamente, a agência compartilhou a informação obtida com o Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. No próximo mês, o governo brasileiro vai promover o leilão de exploração do Campo de Libra, na bacia de Santos, que faz parte do pré-sal. Segundo a reportagem, dependendo das informações da Petrobras acessadas pela NSA, participantes do leilão poderiam ter vantagens na disputa.