Michigan acaba com contribuição sindical obrigatória
O governador de Michigan, o republicano Rick Snyder, sancionou duas leis no dia 11 que acabam com a obrigatoriedade da contribuição sindical para trabalhadores públicos e privados. A medida, que atinge seriamente as finanças dos sindicatos, é parte de um movimento conservador nacional pelos chamados “direitos ao trabalho”. Michigan, berço do movimento sindicalista nos EUA no setor automotivo, se junta a outros 23 estados com legislações semelhantes. Em média, sindicatos cobram cerca de 1,5% da renda anual de seus membros para cobrir despesas de negociações de salários, benefícios e condições de trabalho. Republicanos argumentam que a nova lei garante o direito de escolha do trabalhador sobre a participação nos sindicatos e torna o estado mais atrativo a novos negócios. Democratas e sindicalistas acusam a medida de enfraquecer intencionalmente os sindicatos e seu poder de barganha, atingindo sua fonte de financiamento. A posição de Snyder sobre o tema mudou recentemente, já que antes declarara não apoiar a iniciativa pela divisão radial de opiniões. O governador argumenta que legislação similar em Indiana atraiu novos investimentos para o estado. No entanto, críticos apontam para a mudança no Legislativo estadual em 2013. Com a posse dos novos representantes estaduais depois das eleições, os republicanos não teriam mais os votos necessários para aprovar a medida. Democratas e líderes sindicais tentarão reverter a legislação via referendo e prometeram que retribuirão nas urnas as perdas de direitos trabalhistas dos últimos anos.