Crise no Iraque acelera venda de armamentos dos EUA

A Lockheed Martin entregou, no dia 10, o primeiro dos 36 caças F-16 encomendados pelo Iraque a um custo total de US$ 1,9 bilhão. As negociações envolvendo os armamentos ganharam força a partir de 2011, depois que os países não conseguiram chegar a um acordo sobre a permanência das tropas dos EUA em solo iraquiano. Por se tratar de uma tecnologia de 40 anos, a linha de produção dos F-16 vem sendo desativada, com a fabricação atendendo apenas a governos estrangeiros. Uma aeronave por mês deve ser entregue ao Iraque a partir de junho, em um processo que envolve aproximadamente 400 funcionários da Lockheed Martin no Texas. O Pentágono também vai autorizar, até agosto, a venda ao Iraque de helicópteros de ataque Apache estimados em  US$ 6 bilhões. O plano foi liberado depois que o presidente do Comitê de Relações Externas do Senado, Robert Menendez (D-NJ), retirou seu embargo à transação. Menendez temia que as armas fossem usadas contra minorias. Mais US$ 1 bilhão em outros artefatos militares também serão vendidos a Bagdá. O objetivo do Iraque é combater grupos oposicionistas no momento em que o país aprofunda um cenário de violência. No dia 10, o governo iraquiano decretou estado de emergência depois que grupos sunitas assumiram o controle de Mosul, segunda maior cidade do país. Edifícios públicos foram tomados por sunitas radicais após as tropas oficiais abandonarem seus postos.

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