Orçamento, Obamacare e imigração aguardam Congresso

O Congresso retomou suas atividades, no dia 9, com uma pauta dominada pela possível intervenção na Síria. Além da ação militar, senadores e representantes têm uma agenda cheia pela frente. Até o fim do ano, o Congresso terá de deliberar sobre orçamento, limite da dívida pública, implementação da reforma da saúde, imigração, vigilância eletrônica doméstica e políticas agrícolas. No próximo dia 11, o Senado votará texto que autoriza o “uso limitado e específico” das forças militares dos EUA contra a Síria. Na Câmara, a votação sobre os ataques é esperada até o início da próxima semana. Apesar do apoio da liderança republicana, a posição do Executivo não é confortável. A aprovação do ataque à Síria ampliaria a capacidade de barganha republicana, reduzindo as chances de apoio em outros temas, como o orçamento de 2014 e a ampliação do teto da dívida. A reforma da saúde, conhecida como Obamacare, também sofre forte oposição de republicanos, que ameaçam paralisar o processo orçamentário para impedir sua implantação. Em outra frente, os líderes dos comitês de Inteligência do Senado e da Câmara são pressionados a alterar as leis que permitem vigilância eletrônica irrestrita por parte da Agência de Segurança Nacional. O projeto de reforma das leis de imigração, aprovado no Senado antes do recesso, também pode ser vítima da sobreposição de disputas na agenda parlamentar. A maioria republicana na Câmara não apoia o projeto de lei e já planejava desmembra-lo. Agora, a discussão deve ser adiada para o fim do ano, a despeito da promessa de mobilização de ativistas para pressionar os representantes.

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