Governo planeja regras para ataque com aviões não tripulados

A administração Obama está estabelecendo diretrizes para operações com aviões não tripulados. Divulgada pelo The New York Times no dia 24, a informação foi atribuída a fontes anônimas. O esforço, iniciado no meio do ano, teria sido acelerado semanas antes da eleição de novembro com a possibilidade de vitória de Mitt Romney. O objetivo era que o código ficasse pronto até janeiro de 2013, para que o possível sucessor de Barack Obama herdasse regras claras. Com a reeleição do presidente, a iniciativa teria perdido parte da urgência. Segundo as fontes, as agências envolvidas no processo divergem sobre as circunstâncias em que ataques remotos devem ser autorizados. O Departamento de Defesa e a CIA defenderiam ações para auxiliar governos aliados. O Departamento de Estado e o Departamento de Justiça teriam uma postura mais restritiva, argumentando que as operações deveriam ser um último recurso, empregado apenas em casos de ameaça iminente ao país. O uso de aviões não tripulados começou na administração George W. Bush e foi expandido por Obama. Em uma entrevista este ano, o presidente afirmou que a criação de uma estrutura legal, com processos e controles sobre o uso desse tipo de arma, seria um desafio para seu governo. Críticos afirmam que o foco das operações foi sendo ampliado para alvos, como militantes no Paquistão ou suspeitos de terrorismo não identificados, que não representariam risco direto para a segurança do país. Grupos de direitos humanos consideram lamentável que os EUA queiram institucionalizar ações claramente ilegais de acordo com o direito internacional.

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