Partidos têm pouco tempo para negociar abismo fiscal

Sem alterações partidárias no controle do Executivo e Legislativo com o fim das eleições, a Casa Branca e o Congresso se vêem pressionados a negociar uma solução para o chamado abismo fiscal. A menos de 2 meses da entrada em vigor dos cortes automáticos do Budget Control Act de 2011 e da expiração das isenções de impostos da era Bush, democratas e republicanos tentam chegar a um grande acordo para evitar as duas medidas. Democratas, liderados pelo presidente Barack Obama, defendem uma abordagem balanceada com geração de receita para equilibrar os cortes orçamentários. Para tanto, querem estender as isenções de impostos apenas para famílias com renda anual inferior a US$ 250 mil. No dia 9, o porta-voz da Câmara, John Boehner (R-OH), declarou que os republicanos são contrários a aumentos nas taxas de impostos, alegando que muitos pequenos negócios pagam seus tributos pelo sistema de taxação de pessoa física. Entretanto, Boehner também disse que estaria disposto a negociar o fim de algumas deduções e outras medidas que aumentem a geração de receita. O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) divulgou, no dia 8, relatório com projeções sobre o tema. O impacto do abismo fiscal faria a economia nacional regredir 0,5% e o nível de desemprego subir para 9,1% em 2013. O nível de déficit público em relação ao PIB recuaria dos atuais 73% para 58%, em 2022. Ainda segundo o CBO, caso os níveis de gastos orçamentários e impostos permaneçam inalterados, o país cresceria 1,7% em 2013 e teria apenas 8% de desemprego. Todavia, acumularia uma dívida equivalente a 90% do PIB em 2022.

Realização:
Apoio:

Conheça o projeto OPEU

O OPEU é um portal de notícias e um banco de dados dedicado ao acompanhamento da política doméstica e internacional dos EUA.

Ler mais