Pentágono envia militares para capital da Jordânia

O secretário de Defesa Leon Panetta confirmou, no dia 10, o envio de militares para a Jordânia. O objetivo da força-tarefa de 150 membros é auxiliar o país aliado a administrar o fluxo de refugiados sírios. Segundo a ONU, a Jordânia recebeu mais de 100 mil refugiados desde o início do conflito. As equipes dos EUA também se preparam para responder a um eventual descontrole do arsenal de armas químicas e biológicas pelo governo sírio. Outra preocupação é ter tropas estacionadas na capital Amã, que fica a 55 km ao sul da fronteira. O posicionamento no local facilitaria uma ação futura, caso a violência se alastre pela região. Desde que começaram os combates no país, manter tropas tão perto da Síria é o indício mais forte de um possível envolvimento direto dos EUA na questão. A presença dos EUA na Jordânia teve início em maio, quando 12 mil soldados integraram uma ação coordenada por 19 países para executar treinamentos militares. Após os exercícios, um pequeno contingente de especialistas em comunicação e logística permaneceu em solo jordaniano, assim como funcionários do Departamento de Estado encarregados de questões sobre refugiados. Outros militares se juntaram ao grupo posteriormente. A fronteira da Síria com a Jordânia é um dos pontos de instabilidade na região. Tensões também estão presentes nas fronteiras sírias com o Líbano e a Turquia, que, na semana passada, respondeu a ataques de morteiros vindos da Síria. Analistas acreditam que a regionalização do conflito poderá levar os EUA a se envolver diretamente na questão, ao contrário da política adotada pela Casa Branca até agora.

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