Obama revida críticas de republicanos sobre política externa
O presidente Barack Obama respondeu às críticas dos pré-candidatos republicanos, em uma coletiva de imprensa, no dia 8. Feitas durante o debate da Coalizão Republicana Judaica, as acusações atacavam a política externa da administração, chamada pelos republicanos de “apaziguadora”. Michelle Bachmann, candidata da ala extrema-direita do partido conhecida como Tea Party, comparou a situação do Irã com a da Alemanha antes da Segunda Guerra. Bachmann afirmou que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, seria um louco perigosamente ignorado pelo mundo, assim como o fora Hitler na época. Mitt Romney e Newt Gingrich, os candidatos à frente nas pesquisas, também se pronunciaram. Romney declarou que a administração tem agido de forma fraca sobre a ameaça nuclear iraniana. Já Gingrich sugeriu ações efetivas para mudar o regime no Irã, como boicotar o fornecimento de derivados de petróleo ao país. Apesar de possuir uma das maiores reservas de petróleo do mundo, o Irã não desenvolveu capacidade de refino. Em resposta, Obama declarou que Teerã nunca havia recebido sanções tão severas como as impostas por seu governo, ressaltando que as críticas à sua política externa eram infundadas diante dos resultados alcançados. Como exemplo, o presidente citou a morte de Osama bin Laden e de 22 entre 30 líderes da al-Qaeda. Ainda, Obama afirmou que sua administração uniu o mundo contra o Irã, situação que não existia anteriormente. Contudo, o presidente afirmou que o isolamento imposto ao Irã pode terminar caso o país aja responsavelmente e abandone o desenvolvimento de armas nucleares.