Boletim OPEU

Boletim OPEU – Agosto 2024

Crédito: Natália Constantino com atualização de Carolina Weber

Por Equipe OPEU, com seleção de Rafael Seabra, PhD* [Divulgação]

Confira abaixo o compilado das publicações do OPEU em agosto de 2024:

 

A profile of Trump voters: values and policy preferences

Wayne A. Selcher, PhD

Donald Trump’s Make America Great Again (MAGA) movement established total domination of and unity within the Republican party by the time of the party’s mid-July 2024 National Convention, including with the selection of former sharp critic and now staunchly loyal populist J. D. Vance as his vice-presidential candidate. Trump has thoroughly reshaped the Party into his own image and incorporated former primary election rivals Nikki Haley and Ron DeSantis fully into his camp, as they gave speeches praising him at the Convention. The Party’s 2024 platform is definitely full-on Trump and goes well beyond the policies of his presidential term. The populist rhetorical turn of the Party was summarized in J.D. Vance’s declaration that “”We’re done, ladies and gentlemen, catering to Wall Street. We’ll commit to the working man.” Leia mais

Diplomacia e Política Internacional

Pesquisadores discutem diplomacia nuclear entre EUA e Irã à luz da corrida eleitoral estadunidense

Beatriz Maria Lamarca Lupetti, Eduardo Costa, Mariana Valdisserra e Vítor Kishimoto Cavani

No dia 5 de novembro de 2024, os EUA realizarão as eleições para a Câmara dos Representantes e para a Presidência da República. O país se prepara para uma acirrada disputa entre o candidato republicano e ex-presidente, Donald Trump, e a provável candidata democrata e atual vice-presidente, Kamala Harris, que se tornou a principal figura do partido após a renúncia de Joe Biden da corrida eleitoralLeia mais

A liderança dos EUA na promoção dos direitos humanos de pessoas LGBTQIA+ no CSNU

Rúbia Marcussi Pontes

Perseguição, homofobia e falta de proteção legal adequada contra discriminação com base em orientação sexual e identidade de gênero (SOGI, da sigla no inglês) são apenas algumas das violações e ofensas de direitos humanos enfrentadas por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer, intersexuais e assexuais (LGBTQIA+). Leia mais

Borges ao OPEU: “Cada vez mais, ter uma política tecnológica, doméstica e externa é decisivo”

Ana Thees e Júlia Lisbôa Ruela

Neste OPEU Entrevista, convidamos o professor Bruno Borges, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), para uma conversa sobre a política doméstica dos Estados Unidos e o banimento da plataforma digital TikTok no país. Doutor em Ciência Política pela Duke University (2010), Bruno tem mestrado em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2001) e graduação em Ciências Sociais pela mesma instituição (1998). Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Relações Internacionais, Política Comparada e Teoria Política. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre Tecnologia e Autonomia Estatal, especialmente sobre Poder e Instituições. Leia mais

Eleição presidencial nos EUA

Hold Up: o impacto da campanha relâmpago de Kamala Harris

Lauro Henrique Gomes Accioly Filho

Após o desastroso primeiro debate seguido de várias gafes, o Partido Democrata se ergue com a nova voz em voga. A curiosidade sobre essa voz é sua alta performance e velocidade para reverter o jogo eleitoral. Em três semanas de campanha, a candidata Kamala Harris melhora o desempenho democrata nas pesquisas eleitorais, reorganizando a imagem das propostas da legenda. É importante ressaltar, porém, que não há, até o momento, mudanças estruturais inabaláveis nesta corrida eleitoral, marcada por diversos eventos inesperados, como a tentativa de assassinato do candidato Donald Trump. Isso significa que ainda há um longo caminho a se percorrer até aquisição do aval das urnas. Leia mais

Kamala não é Biden, mas também não é Obama

Tatiana Teixeira

Em artigo publicado no site The Liberal Patriot, em 1º de agosto, o analista Ruy Teixeira compara a coalizão política de apoio a Kamala Harris na atual corrida presidencial com a de Barack Obama, na campanha por sua reeleição em 2012, para mostrar o quanto o Partido Democrata mudou em pouco mais de uma década. Pretende, com isso, ilustrar o que ele vê como um equívoco dos democratas e que está na base da renovada esperança e euforia neste novo ciclo eleitoral. A coalizão de Kamala não é “Obama parte II”, nem o país, nem o contexto doméstico, nem os eleitores são os mesmos. Leia mais

Dos bestsellers para a defesa do 6/1: quem é o escudeiro escolhido de Trump?

Débora M. Binatti

Zack Beauchamp descreve-o como “incompatível com os princípios básicos da democracia estadunidense”. Já Gram Slattery e Helen Coster, da Reuters, levantam que “os democratas e até mesmo alguns republicanos se questionaram se Vance […]  é movido mais por oportunismo do que por ideologia”. Mas, afinal, quem é J. D. Vance, a anunciada escolha de Donald Trump para vice-presidente na corrida eleitoral de 2024? Leia mais

Perfil dos eleitores jovens e seus posicionamentos

Giulia Gaviolli Bomfim

Os eleitores mais jovens tiveram um grande e decisivo impacto na eleição presidencial de 2020 e nas eleições de meio de mandato (midterms) em 2018 e 2022, conforme dados analisados em uma pesquisa realizada pelo Berkeley Institute for Young Americans (BIFYA). Na atual disputa presidencial, o instituto levanta preocupações sobre a possível queda na participação dos jovens eleitores em novembro. De acordo com a diretora-executiva do BIFYA, Sarah Swanbeck, um senso de fatalismo se espalha pela esquerda, direita e centro. Jovens de diferentes preferências políticas compartilham o pensamento de que sistemas governamentais disfuncionais são incapazes de enfrentar desafios e que o resultado cai fortemente sobre suas gerações, causando o sentimento de que o “sonho americano” está cada vez mais distante. Leia mais

Impacto da saída de RFK Jr. é pequeno, mas pode ser chave em eleição apertada

Tatiana Teixeira

No último dia 23, o candidato independente Robert F. Kennedy Jr. anunciou, em Phoenix, no Arizona, sua retirada da corrida presidencial dos Estados Unidos e declarou seu apoio ao republicano Donald Trump. No discurso de saída, criticou o Partido Democrata por não ser mais um “defensor da Constituição” e por ter-se afastado “dramaticamente” dos “valores fundamentais”, com os quais ele foi criado – uma onipresente referência à sua família. Como “causas baseadas em princípios” compartilhadas com o novo aliado, citou “liberdade de expressão, guerra na Ucrânia e guerra contra nossos filhos”. Leia mais

Energia e Meio Ambiente

Energia eólica offshore nos EUA: tendências recentes e obstáculos

Victoria Kegler

O setor eólico offshore nos Estados Unidos se encontra em momento inicial, marcado pela operação de apenas três instalações, o que coloca o país significativamente atrás de China, Reino Unido e outras nações europeias. Um ponto de inflexão surgiu em agosto de 2022, quando o presidente Joe Biden promulgou a Inflation Reduction Act (IRA), lei que destina quase US$ 370 bilhões de dólares em iniciativas relacionadas à transição energética, com o objetivo de possibilitar a diminuição de emissões em todos os setores da economia. Por meio de créditos fiscais, subsídios e empréstimos, a lei surgiu com o objetivo, entre outros, de reduzir os custos de energia limpa. Com isso, o governo democrata sinalizou um compromisso de revigorar o setor eólico offshore estadunidense e atingir uma capacidade de 30 gigawatts (GW) até o ano de 2030. Essa proposta legislativa refletiu uma mudança transformadora na abordagem do país em relação à energia renovável. Em 2023, a administração Biden aprovou seis projetos de energia eólica offshore em escala comercial e, pela primeira vez, leiloou áreas de arrendamento para energia eólica offshore na costa do Pacífico e do Golfo do México. Leia mais

Cultura e Mídia

Apocalypse Now’: o retrato de um Vietnã desolado

Vitor Kishimoto Cavani

Há 45 anos, em 1979, foi lançado o filme “Apocalypse Now”, do diretor Francis Ford Coppola. A obra tem como enredo a Guerra do Vietnã (1955-1975), primeiro conflito do qual os Estados Unidos saíram derrotados. O filme recebeu diversos prêmios, como o Oscar de Melhor Fotografia e Som e a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Diante da importância não apenas do filme, mas da história nele contada, o objetivo desta resenha é destacar alguns aspectos relevantes do contexto histórico em que se passa a narrativa – a Guerra Fria – e os conflitos presentes na política internacional e externa dos EUA. Leia mais

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Acesse aqui a lista de vídeos do Diálogos INEU

Rafael Seabra é colaborador do OPEU/INCT-INEU, doutor em Economia Política Internacional (PEPI-UFRJ), mestre em Relações Internacionais (PPGRI-UFF) e economista (IE-UFRJ). Contato: rafaelhseabra@gmail.com.

** Revisão e edição final: Tatiana Teixeira. Este conteúdo não reflete, necessariamente, a opinião do OPEU, ou do INCT-INEU.

*** Sobre o OPEU, ou para contribuir com artigos, entrar em contato com a editora Tatiana Teixeira, no e-mailtatianat19@hotmail.com. Sobre as nossas Newsletters, para atendimento à imprensa, ou outros assuntos, entrar em contato com Tatiana Carlotti, no e-mailtcarlotti@gmail.com.

 

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