Energia e Meio Ambiente

Odebrecht e Braskem podem apostar em xisto nos EUA

O grupo Odebrecht anunciou, no dia 14, que estuda construir um polo petroquímico em West Virginia. O complexo de Ascent contaria com uma unidade de produção de etano e três de polietileno, e seria feito em parceria com a petroquímica Braskem. A Odebrecht já teria escolhido o terreno, mas faltariam ser definidas questões como o financiamento, e a obtenção de licenças e contratos de fornecimento de etano. O projeto coloca em risco o plano da Petrobrás de construir um complexo no Rio de Janeiro para processar derivados de petróleo e produtos petroquímicos. A unidade brasileira também seria construída em conjunto com a Braskem, que pode preferir direcionar os investimentos apenas para os EUA, onde a oferta de xisto tem reduzido drasticamente o preço do gás. A escolha pelo estado de West Virginia se deve justamente à proximidade de Marcellus e Utica, duas importantes bacias de gás e petróleo de xisto. Além de gás e petróleo, os centros de extração no nordeste dos EUA têm produzido grandes quantidades de líquidos de gás natural, como propano, butano e etano. Esses componentes são obtidos a partir do processamento de gás natural e servem, por exemplo, para a fabricação de plástico. A projeção é que a produção de líquidos de gás natural na região aumente de 281 mil barris por dia, em 2013, para 903 mil, em 2017. Para os próximos anos, os EUA preveem uma série de empreendimentos visando explorar esse mercado, desde dutos de transporte até complexos como o da Odebrecht. Com a abundância de gás e de etano a preços baixos, a área espera ser transformada em um polo petroquímico, desenvolvendo produtos que hoje são importados da China.

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