Gangue dos oito traça plano para suspender abismo fiscal

Um grupo bipartidário de senadores está negociando um acordo para suspender os cortes automáticos de gastos federais previstos para o início de 2013. O plano quitaria US$ 55 bilhões da dívida do país e adiaria as reduções no orçamento em 6 meses. Chamado de “gangue dos oito”, o grupo quer evitar os efeitos de retração econômica que poderiam surgir caso os cortes e o fim das isenções de impostos da era Bush entrassem em vigor. O pagamento incluso na proposta equivaleria à metade dos cortes programados para o ano de 2013 e exigiria a redação de um plano de ação aos comitês do Congresso responsáveis pelo orçamento. Assim como em outras discussões sobre o tema, o maior empecilho para a gangue dos oito é decidir se um aumento tributário fará parte da iniciativa. Para os democratas, o pagamento deve ser equilibrado através da geração de receita, mas os republicanos se opõem à proposta. Os gatilhos de cortes automáticos foram implementados pelo Budget Control Act de 2011 (BCA). Pela lei, programas sociais e a área de defesa sofrerão reduções que totalizam US$ 1,2 trilhão na próxima década. Em agosto, o Escritório de Orçamento do Congresso divulgou um relatório alertando sobre os riscos de recessão e desemprego caso os congressistas não cheguem a um acordo sobre as questões. Segundo especialistas, dificilmente a proposta será aprovada. Isto porque, caso os senadores cheguem a um acordo, ele seria votado no “lame-duck”, período entre as eleições e a posse dos parlamentares eleitos. Historicamente, poucas iniciativas são aprovadas nesse tipo de sessão do Congresso.

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