Energia e Meio Ambiente

Acordo Rússia-Paquistão sobre gasodutos preocupa EUA

A Rússia reafirmou interesse em financiar os gasodutos IP e TAPI, respectivamente, do Irã e do Turcomenistão ao Paquistão. Segundo negociações em junho, o financiamento depende de que o Paquistão feche os contratos sem abrir licitações. A construção dos gasodutos é prioridade, pois o Paquistão possui recursos de energia escassos. A população sofre racionamento, chegando a ficar 16 horas por dia sem luz em certas regiões do país. O IP teria 2.275 km e transportaria gás do Irã ao Paquistão e, posteriormente, à Índia. Cerca de 900 km estão concluídos no Irã, mas o Paquistão precisa financiar US$ 1,8 bilhão para construir 1.000 km em seu território. O projeto tem término previsto para 2014, mas é criticado pelos EUA. A secretária de Estado, Hillary Clinton, advertiu o Paquistão sobre sanções contra importações de petróleo e gás iranianos. Washington encoraja a concretização do TAPI, que levaria gás do Turcomenistão até o Paquistão e à Índia. O problema é que seus 1.680 km ficariam prontos em 2018, sendo uma solução tardia para a crise energética paquistanesa. A obra cruzaria o sul do Afeganistão, região violenta de um país muito instável para atrair investidores internacionais. Analistas acreditam que o TAPI envolveria corrupção e transferências de fundos para o Talibã na fase de construção e funcionamento. Embora o maior interesse da Rússia seja fortalecer seu monopólio sobre a rede de energia regional, seu envolvimento prejudicaria duplamente os EUA. Um objetivo estratégico da Casa Branca é evitar o controle russo sobre as rotas de distribuição e a projeção do Irã como produtor na região.

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