Crescem manifestações contra os EUA no Bahrein

Protestos populares no Bahrein, no mês passado, foram direcionados contra o apoio dos EUA à monarquia no país. Manifestantes caminharam até a base naval dos EUA no país, pedindo o fim da venda de armas ao regime opressor. Demonstrações contra o regime ocorrem há 16 meses, mas recentemente se voltaram contra a relação entre os dois governos. Em 2011, as reivindicações da maioria xiita por direitos civis e igualdade social foram reprimidas pela monarquia sunita com a ajuda de tropas da Arábia Saudita. A população xiita representa 70% da população. Os EUA criticaram a intervenção e suspenderam a negociação de armamentos na época, mas não chegaram a exigir o fim da repressão. Em maio, a administração Obama anunciou a retomada da venda de US$ 53 milhões em armas, suscitando o descontentamento e o anti-americanismo dos manifestantes. A questão é um exemplo da contradição na política externa dos EUA para a região. Embora Washington defenda reformas políticas democráticas no país, a administração Obama dá provas de que continuará apoiando a monarquia. O Bahrein tem importância estratégica por sediar a 5ª Frota Naval dos EUA. Além disso, o regime sunita é importante para conter o crescimento da oposição xiita, que conta com o apoio do Irã. Segundo a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, os armamentos visam garantir a capacidade do Bahrein de responder a desafios regionais. Nuland admitiu a preocupação com abusos de direitos humanos no país, mas afirmou que os armamentos vendidos são para defesa externa e não contra opositores políticos.

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