Questão sobre Cuba isola EUA na Cúpula das Américas

A 6ª Cúpula das Américas terminou, no dia 15, com certo isolamento dos EUA. O maior motivo de divergência com os demais países do continente, à exceção do Canadá, é a ausência de Cuba. Líderes latino-americanos criticam o fato de os EUA impedirem a participação do país e manterem um embargo econômico à ilha por 50 anos. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, a classificou como um anacronismo da Guerra Fria. Bolívia, Nicarágua e Venezuela condicionaram suas participações em reuniões futuras à presença de Cuba. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, declarou ter certeza de que a 7a. Cúpula contará com Cuba. Já Rafael Correa, presidente equatoriano, não compareceu neste ano supostamente em protesto pela exclusão do país caribenho. O presidente Barack Obama rebateu as críticas dizendo ter uma visão ahistórica da questão. Obama ressaltou que a oposição se deve à falta de democracia na ilha, embora esteja otimista quanto à transição do regime em Havana no curto prazo. O líder dos EUA negou que seu discurso seja motivado por pressão de grupos anticastristas na Flórida, estado que pode ser decisivo na corrida eleitoral. Ao contrário, o presidente ressaltou avanços feitos durante sua administração para melhorar as relações com o país vizinho. As políticas de combate ao narcotráfico na América Latina e a demanda argentina sobre as Ilhas Malvinas foram outros pontos divergentes. Em relação ao tráfico de drogas, os EUA são intransigentes quanto à liberalização. No que diz respeito à disputa entre Argentina e Grã-Bretanha sobre as ilhas, Obama disse que seu país opta pela neutralidade.

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