Renda aumenta mas não se converte em consumo

Relatório do Departamento de Comércio, divulgado no dia 30 de janeiro, revelou que a renda média da população aumentou em dezembro, mas este crescimento se transformou em poupança, e não em gastos. Ajustando os valores à sazonalidade, constatou-se que a renda pessoal teve um aumento de 0,5% em comparação a novembro. Apesar de ser a maior alta do índice desde março, os gastos dos consumidores permaneceram inalterados. Ao mesmo tempo, o índice de poupança aumentou de 3,5% para 4%. Em conjunto, estes índices demonstram um posicionamento cauteloso da população. Confrontados com o alto desemprego e a debilidade do setor imobiliário, os consumidores têm preferido restaurar suas finanças pessoais a gastar. Dado que o consumo individual representa cerca de 70% da economia dos EUA, esta é uma combinação indesejada para o governo, que pretende fortalecer a recuperação econômica justamente estimulando o mercado doméstico. No entanto, as notícias podem ser melhores do que parecem. Se analisada ao longo de 2011, a taxa de poupança diminuiu de 5% no primeiro semestre para 4% no segundo. Ainda, Jonathan Basile, economista do Credit Suisse em Nova York, ressalta que o aumento da poupança não é necessariamente ruim. Caso a poupança seja acompanhada por um aumento da renda, ela será a principal fonte dos gastos futuros. A administração tem proposto diversas iniciativas para estimular o consumo, principalmente reformas fiscais focadas na classe média. Desde o discurso do Estado da União, Obama percorreu diversas cidades divulgando suas propostas para a recuperação econômica.

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