Realinhamentos nas relações entre Brasil e Estados Unidos
Por Tatiana Carlotti [Informe OPEU] [Divulgação]
O Encontro Anual do Instituto Nacional de Estudos Políticos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU), ocorrido de forma presencial, entre os dias 4 e 5 de dezembro, foi antecedido por uma apresentação online de uma série de estudos em curso, no dia 3 de dezembro.
A segunda mesa de apresentações contou com a participação de Gabriel Passoni Barbosa, orientando da professora Raquel de Bessa Gontijo de Oliveira, na PUC-Minas, que apresentou um trabalho sobre o alinhamento do governo Bolsonaro com os Estados Unidos na Assembleia Geral da ONU (AGNU).
Na sequência, o professor Bruno Huberman (PUC-SP) e o mestrando Shajar Goldwaser (San Tiago Dantas) apresentaram um estudo realizado em conjunto com o professor Reginaldo Nasser (PUC-SP), intitulado “Da hegemonia liberal à dominação: implicações para os papéis do Brasil e de Israel como potências regionais”.
Os doutorandos Jahde Lopez e Luan Brum, orientados pela professora Camila Vidal (UFSC), analisaram o papel da Atlas como aparelho ideológico de Estado nos governos de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro.
Na sequência, a professora Carolina Silva Pedroso (Unifesp) e sua orientanda Marsílea Gombata (UNIFESP) debateram os dilemas da política externa brasileira frente às conflituosas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela.
Confira a discussão.
Governo Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU
O pesquisador Gabriel Passoni Barbosa (PUC-Minas) analisou a forte discrepância dos votos da administração Bolsonaro em relação aos demais governos brasileiros na Assembleia Geral da ONU (AGNU), entre 1988 e 2022.
Ao analisar as resoluções do Brasil na ONU, ele observou que, do governo Fernando Henrique ao governo Temer, o país seguiu uma linha de coerência com os princípios básicos da crítica externa; o governo Bolsonaro, no entanto, foi muito discrepante.
Durante a apresentação, Barbosa focou em duas resoluções: uma relativa ao fim do embargo norte-americano à Cuba; e outra sobre a criação de um comitê para exercer os direitos inalienáveis do povo palestino.
Dos 30 votos concedidos pelos governos brasileiros em relação à Ilha, 27 foram favoráveis; dos três restantes, já no período Bolsonaro, o primeiro foi contrário à resolução e os demais, foram abstenções. Em relação aos direitos do povo palestino, foram 27 votos no total do Brasil, 24 favoráveis e três contrários durante a gestão Bolsonaro.
Segundo o pesquisador, a explicação para a postura bolsonarista está na forte aproximação do governo Bolsonaro com o primeiro mandato de Trump. O Brasil se alinhou contra Cuba, ao lado dos Estados Unidos e de Israel, os três votos contrários ao final do bloqueio econômico frente 187 favoráveis e duas abstenções (Colômbia e Ucrânia). O governo brasileiro à época alegou que Cuba era uma ditadura e usou o isolamento do país como um preço à pagar, no mesmo sentido de Donald Trump.
No caso dos direitos inalienáveis do povo palestino, com 92 votos a favor, 61 abstenções e 13 votos contra, incluindo o Brasil, o então presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso por tentativa de golpe em 2021, chegou a afirmar a um jornalista israelense, que Israel poderia contar com o voto brasileiro. Como explica Barbosa, “muitas vezes o voto é quase simbólico, mas ele ajuda a definir a posição que um país deve tomar”.
Na época, ao ser questionado sobre a mudança de voto, o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que não havia nada de ideológico com os Estados Unidos ou com o governo de Trump.
Ao observar a motivação e a racionalidade da ruptura bolsonarista em relação ao tema frente aos governos anteriores, o pesquisador observou que “Bolsonaro usou a política externa e, portanto, a Assembleia Geral da ONU, como um palco para fazer políticas declaratórias voltadas para o público interno”.
Seu alinhamento com o Washington é expresso na reprodução da retórica trumpista, ancorada em três pilares: o antiglobalismo, o anticomunismo e o nacionalismo religioso.
O antiglobalismo, explica Barbosa, é expresso em várias declarações de Araújo entre 2019 e 2021, que apresentava um suposto globalismo como “erosão do Estado-nação e das fronteiras nacionais, como algo antinacionalista”, em sintonia com a agenda externa de Trump 1.
Na retórica bolsonarista, o combate ao globalismo surge como defesa da soberania e uma tentativa de retomada das fronteiras nacionais. “É como se fosse uma reafirmação do princípio de não intervenção”, criando uma oposição ao universalismo. Na fala de Araújo, o mundo globalizado surge como “uma espécie de geleia geral, onde não há fronteiras, identidade nacional”. Neste sentido, o nacionalismo defendido é muito próximo ao “nacionalismo de um ditador”.
Anticomunismo
Em relação ao anticomunismo, a alegação era o combate do chamado “marxismo cultural”, como explica o pesquisador, “um motor da política externa bolsonarista”, no qual Cuba era apresentada como um agente intervencionista, uma semente de influência sobre os países em desenvolvimento e o sistema ONU.
Em termos do nacionalismo religioso, o que se vê na retórica do governo bolsonarista é a defesa dos valores da civilização judaico-cristã ocidental, com fortes laços identitários ao conservadorismo norte-americano. Neste discurso, o alinhamento aos Estados Unidos e Israel é apresentado como um “imperativo moral”.
“Nós passamos a votar lá na ONU nas questões dos direitos humanos de acordo com João 8:32, aquele versículo bíblico que diz: e a verdade vos libertará. De acordo com a verdade, por coincidência, passamos a votar junto com os Estados Unidos Israel, ou seja, votar junto com os Estados Unidos é votar de acordo com a verdade”. Trata-se, portanto, de uma justificativa decorrente da fé, apontou o pesquisador.
Ele explica que, de forma geral, o que se vê é uma recalibragem do interesse nacional, por um pragmatismo e alinhamento a Washington, apresentado como custo-benefício para o interesse nacional. O que se diz é que a aproximação com os Estados Unidos e Israel trará “acesso à modernização, à tecnologia, a novos mercados”.
Em paralelo, Bolsonaro passou a atacar as políticas dos governos antecessores como “equivocadas e ideológicas”.
Brasil e Israel no Governo Trump 2
Na sequência, o professor Bruno Huberman (PUC-SP) e o mestrando Shajar Goldwaser (San Tiago Dantas) apresentaram um estudo realizado em conjunto com o professor Reginaldo Nasser (PUC-SP), intitulado “Da hegemonia liberal à dominação: implicações para os papéis do Brasil e de Israel como potências regionais”.
O estudo é parte de uma agenda de pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Estudos de Conflitos Internacionais da PUC-SP, GECI, sobre o imperialismo norte-americano na América Latina e no Oriente Médio.
Huberman salienta que, embora Trump não abandone, por completo, o uso das instituições internacionais, ele instaura a preferência por interesses nacionais e alianças com a extrema direita global, como Benjamin Netanyahu em Israel e Jair Bolsonaro no Brasil.
“Embora a extrema direita não esteja no poder, ela é uma força muito relevante no Brasil, como mostra a atuação do lobby liderado por Eduardo Bolsonaro. Já no caso de Israel, a extrema direita está mais do que nunca no poder em Israel, e vem conduzindo o genocídio em Gaza”, salientou.
O estudo adota o paradigma teórico de John Bellamy Foster, de que o imperialismo vem se colocando de forma mais vertical e coercitiva, alterando o paradigma tradicional de imperialismo coletivo, do teórico egípcio, Samir Amin.
Segundo ele, os Estados Unidos não governam por conta própria, mas se valem de alianças, em uma primeira esfera com a Europa e Japão, em conjunto com suas principais instituições internacionais – União Europeia, OTAN, Banco Mundial –; e em uma segunda esfera, com atores sub imperialistas, caso do Brasil e de Israel, aponta Huberman.
Shajar Goldwaser, por sua vez, destacou a perspectiva do sociólogo norte-americano Bill Foster, que analisa o America First não como algo inovador, mas parte de uma tradição norte-americana, partindo do próprio conceito criado por Woodrow Wilson, para justificar a não entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.
Goldwaser citou o exemplo do quadro posto por Trump no Salão Oval de James Polk, presidente norte-americano entre 1840 e 1845, que fez a guerra contra o México, resultando na maior expansão territorial do país. “Quando ele fala em fazer a América grandiosa novamente, ele tem uma ideia de projeção bélica, com referência em um passado que usou de guerras interestatais para expandir o seu território”, apontou.
Aprofundando o paradigma de Foster, o pesquisador destacou a alteração do papel dos Estados, neste governo Trump, de uma potência mundial hegemônica para um império hipernacionalista.
Em relação às relações dos Estados Unidos com o Brasil e Israel, eles também identificam uma mudança. Ambos eram países sub imperialistas no contexto da Guerra Fria, e agiam de modo a reforçar o imperialismo norte-americano na América Latina e no Oriente Médio; da mesma forma, ambos deixaram essa condição no pós-Guerra, mas por vias totalmente distintas.
O Brasil, aponta o pesquisador, abandona o status de sub imperialista ao ser rebaixado no contexto do imperialismo coletivo, porque os Estados Unidos não precisavam mais de um ator que reforçasse sua hegemonia no continente. A partir daí, o país fica “no meio campo entre as forças imperialistas e anti-imperialistas”.
No caso de Israel, acontece o contrário, explica o pesquisador. O país é promovido a um papel de “co-império” no Oriente Médio. “Isso é uma categoria do Claudio Katz, teórico argentino, para classificar os Five Eyes, (Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido), que mantêm uma aliança de inteligência e segurança estratégica. Israel não compõe o bloco, mas é integrado a este nível.
De modo geral, enquanto Israel perde de autonomia, o Brasil a expande. Israel também passa a causar um alinhamento político nos Estados Unidos: “dificilmente você tem grandes discordâncias, inclusive entre democratas e republicanos”. Agora, no entanto, começamos a ver uma divisão na base do próprio Trump, entre os que vão priorizar a política norte-americana; e os ligados ao lobby israelense que, independentemente do que possa acontecer, “defende que o apoio a Israel deve ser incondicional”, afirma.
Agora, no entanto, Trump tem olhado para as extremas direitas aliadas e vem construindo, no Oriente Médio, uma nova hegemonia baseada basicamente em dois pilares: Israel e Golfo Pérsico, no último caso, principalmente, a Arábia Saudita.
Em Israel, salienta, parte do governo quer ocupar a Faixa de Gaza e, de fato, eliminar a população palestina, expandindo o território israelense; parte, no entanto, visualiza a possibilidade de não ocupação, aceitando o plano de Trump de integração com o Oriente Médio, normalizando as relações com a Arábia Saudita. “Esse é o embate entre a extrema direita e uma direita mais moderada, que tem a preferência de Trump”, avalia.
As respostas do Brasil e Israel às mudanças na relação com os Estados Unidos também se diferenciam quanto ao grau de dependência, sendo que a de Tel Aviv em relação a Washington é muito maior do que a brasileira. O Brasil sai, afirma o pesquisador, sai fortalecido desse processo, enquanto Israel se enfraquece, sobretudo, em um contexto em que a América do Sul se torna alvo e o Oriente Médio deixa de sê-lo.
Atlas e os governos Dilma e Bolsonaro

Na sequência, os doutorandos Jahde Lopez e Luan Brum, orientados pela professora Camila Vidal (UFSC), apresentaram o estudo “o Papel da Atlas como aparelho ideológico de Estado para manutenção hegemônica estado no Brasil, entre os governos de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro”.
Eles analisaram os arquivos para a América Latina, da organização Atlas, sediada em Washington, e com 121 parceiros destinados a promover estudos e reformas neoliberais na região. A organização recebe financiamento público do governo norte-americano através de entidades que investem na organização; e financiamento privado de empresas como Coca-Cola, ExxonMobil etc).
Na América Latina, a organização financia institutos com o SEDECE Liberta na Venezuela, o Instituto Liberal no Rio de Janeiro e o ILD peruano. Eles contam que região passou a ser prioridade com a chegada do argentino Alejandro Chafuen, cujo país natal é líder disparado, “com 365 institutos e organizações parceiras”. Lopez, explica que os membros da rede travam uma guerra de ideias entre as visões coletivistas e as voltadas à livre iniciativa.
Na sequência, Luan Brum trouxe um histórico da Atlas no Brasil, destacando que antes de sua primeira parceria, em 1983, ela matinha proximidade com figuras lidadas à ditadura militar, como o empresário Paulo Ayres Filho, um dos fundadores do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) e o embaixador Pio Correia, um dos articuladores da Operação Condor.
No Brasil, os parceiros da organização tiveram protagonismo durante as mobilizações em 2013, no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, três anos depois, e na ascensão e governo Bolsonaro. Ele citou, por exemplo, o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Movimento Endireita Brasil, conectado ao ex-ministro Ricardo Sales, além do próprio governo Bolsonaro, cuja equipe foi composta por alguns dos dirigentes desses institutos, além de Paulo Guedes e Salim Tavares, também conectados a institutos liberais, onde várias reformas foram gestadas.
O estudo também traz uma revelação temporal de que as mobilizações de 2013 vinham sendo gestadas desde 2010. Eles contam que um relatório intitulado “Relatório de Viagem” e preenchido por Diogo Costa e Bruno Garske, bolsistas da Atlas na época, culminou no Instituto Ordem Livre, que foi um projeto da Atlas.
Ali se estabelece uma estratégia comum assumida em 2013, com quatro eixos principais, destaca o pesquisador: campanha pública de grande alcance, uso das redes sociais, coordenação da comunicação online e educação. Entre as ações contava impactar a TV tradicional, levando especialistas para falar sobre reformas neoliberais; campanhas em rede contra determinadas políticas do governo Lula, com emprego de humor crítico; tradução e disseminação de obras liberais.
O estudo também observa a ligação da Atlas na vitória de Javier Milei e de José Kast no Chile, a partir dessa rede de institutos parceiros, que prestam assessoria legislativas.
Brasil entre Trump e Maduro
Encerrando a segunda mesa de apresentação de trabalhos, a professora Carolina Silva Pedroso (Unifesp) e sua orientanda Marsílea Gombata (UNIFESP), analisaram os dilemas da política externa brasileira frente às relações Estados Unidos e Venezuela, com base em dois artigos publicados em conjunto.
Um, publicano na revista Oikos, sobre os desafios que o conflito entre Venezuela e Estados Unidos colocam para o governo Lula 3, ao mobilizar e polarizar a sociedade brasileira. Outro sobre a opinião pública sobre a questão venezuelana.
Na sequência, Gombata assumiu a palavra. Ela destacou que a Venezuela tem se mostrado um desafio mais árduo e maior do que o previsto inicialmente pelo governo brasileiro. Ao tomar posse em 2023, o Brasil reestabeleceu as relações diplomáticas com a Venezuela, mudando o tom em relação ao país, após a eleição de 2024.
“A parti daí, o país muda o tom em relação ao governo Maduro, deixando de ser relativamente condescendente, para se colocar de maneira mais assertiva e crítica, levantando preocupações em relação ao processo eleitoral venezuelano”, salientou.
Agora, o governo brasileiro assume uma posição de não confronto direto com a Venezuela, nem com os Estados Unidos. Embora mostre preocupação com a escalada de tensão no país, o país mantém cautela, afirmou a pesquisadora, ao destacar o peso das tarifas neste sentido.
Outro elemento dessa contenção é polarização da questão da Venezuela, que “divide a sociedade brasileira, tanto a opinião pública, a sociedade; quanto os formuladores de política externa”, salienta.
EUA X Venezuela
Ao retomar a exposição, a professora Pedroso trouxe um panorama conjuntural da crise Estados Unidos-Venezuela, abordando os pontos por trás da movimentação norte-americana, como a questão do combate ao crime organizado, com o Brasil “tentando se precaver de denominar organizações criminosas como terroristas, o que abriria um leque para a intervenção de missões estrangeiras”.
Outra questão abordada no conflito foi o petróleo, um dos grandes ativos da Venezuela, e riquezas importantes, como o ouro, o gás natural e as chamadas terras raras do país.

Pedroso também destacou como a América Latina voltou a ser a grande prioridade da política externa do governo Trump, lembrando que o processo político venezuelano tem forte incidência no eleitorado latino dos Estados Unidos e nas comunidades cubana e venezuelana em Miami. Ela citou, neste sentido, o papel fundamental do secretário de Estado, Marco Rubio, “que fez toda a sua trajetória política com a apoio dessas comunidades” sob a pauta de derrotar as revoluções cubana e bolivariana.
Ela também abordou a expulsão dos venezuelanos nos Estados Unidos, deportados como criminosos. E a questão geopolítica, envolvendo as disputas de Washington com Pequim, ao mencionar a aliança venezuelana “muito bem estabelecida” com a China e, também, com Moscou, do ponto de vista militar estratégico.
Ao abordar um possível cenário da Venezuela pós-Maduro, Gombata destacou o papel da líder da oposição radical no país, e prêmio Nobel neste ano, Maria Corina Machado, egressa de uma elite empresarial e “símbolo da própria Venezuela pré-chavismo”.
Maria Corina representa, justamente, a elite derrubada por Hugo Chávez, em sua revolução bolivariana, quando havia no país uma forte divisão social e econômica, com as elites se revezando no poder. “Quando Chaves chega, havia uma assimetria muito forte”, apontou.
Naquele momento, apoiado nos preços do petróleo no mercado internacional, Chávez conseguiu promover diversos programas sociais e reduzir a pobreza no país de 50% para 25% em 13 anos. Desde a crise de 2014, no entanto, “esse cenário foi bastante revertido”, destacou a pesquisadora. ![]()
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