Energia e Meio Ambiente

Interesse por petróleo curdo explica bombardeios dos EUA

Analistas consideram que manter o ambiente estável para petrolíferas internacionais em áreas curdas seja a real intenção dos EUA ao agir militarmente no país do qual se retirou há quase 3 anos. A ideia se opõe à declaração do presidente Barack Obama, no dia 7, sobre as causas  humanitárias que justificam o bombardeiro em curso. Segundo o presidente, a motivação imediata para a ação militar é evitar um genocídio e proteger cidadãos dos EUA em Erbil. A cidade é capital da Região Autônoma do Curdistão, que produz 25% do petróleo iraquiano. O Iraque possui a quinta maior reserva mundial de petróleo, enquanto a região curda isoladamente detém a nova maior reserva global. Com o fim da guerra em 2011 e as sanções ocidentais ao Irã, o Iraque assumiu recentemente a posição de segundo maior produtor da OPEP, aumentando a importância de Erbil. De acordo com John Judis, da revista New Republic, a preocupação com o mercado global de energia é o que explica a intervenção. Para Steve Coll, da New Yorker, a defesa de Erbil é na verdade a proteção de um “Estado” curdo com importância geopolítica e energética. Outro motivo por trás dos bombardeios seria tranquilizar aos investidores e evitar uma escalada de preços. Erbil e Kirkuk, cidade com maior produção na região curda, estão sob ataque do Estado Islâmico. Fontes na mídia dos EUA informam que a CIA já começou a fornecer armas diretamente aos curdos. A cooperação dos EUA com as milícias curdas peshmergas, que combatem o Estado Islâmico hoje, remonta à Guerra do Golfo, em 1991.

Realização:
Apoio:

Conheça o projeto OPEU

O OPEU é um portal de notícias e um banco de dados dedicado ao acompanhamento da política doméstica e internacional dos EUA.

Ler mais