Kerry pressiona por formação de novo governo no Iraque

O secretário de Estado John Kerry esteve no Iraque, nos dias 23 e 24, para convencer o primeiro-ministro Nouri al-Maliki a dissolver o atual gabinete e formar outro mais representativo. A mídia internacional afirma que os EUA preferem a renúncia de Maliki, que foi colocado pela primeira vez no poder em 2006 com a ajuda da Casa Branca. O primeiro-ministro é acusado de alienar minorias étnicas da divisão de poderes e de perseguir rivais sunitas, o que teria levado à insurgência da ala extremista dessa etnia. Kerry também conversou no dia seguinte com Masoud Barzani, presidente da região autônoma do Curdistão, para obter seu apoio no processo de transição política e ao combate às milícias sunitas. Barzani não tem boas relações com os sunitas, que perseguiram os curdos no regime de Saddam Hussein, mas culpa Maliki por políticas desastrosas que teriam levado o país ao caos. O líder curdo disse que pretende participar na formação de um novo governo, mas mostrou-se cético quanto à preservação da unidade nacional. No dia 25, Maliki rejeitou a ideia de um governo emergencial, preferindo manter o cronograma da Constituição. Seu partido venceu as eleições em abril sem garantir maioria suficiente no Parlamento, que deverá se reunir em 1o. de julho para estabelecer um novo governo, provavelmente mantendo Maliki no cargo. Na embaixada dos EUA em Bagdá, Kerry disse que a solução para o Iraque depende de medidas políticas e de segurança. O secretário voltou a dizer que os EUA estão dispostos a ajudar militarmente, mas sob a condição de que as lideranças étnicas resolvam suas diferenças políticas.

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