Energia e Meio Ambiente

EIA estima reservas mundiais de gás e petróleo de xisto

A Energy Information Administration (EIA) apresentou uma estimativa das reservas mundiais de gás e petróleo de xisto passíveis de exploração com a tecnologia disponível. O estudo, divulgado no dia 10, mostra que o petróleo de xisto representa 11% das reservas totais no mundo. A quantidade seria teoricamente suficiente para atender à demanda global de petróleo por 10 anos. Os dados para o gás são mais impressionantes, com 47% das reservas mundias sendo compostas por xisto. Os EUA detêm a segunda maior reserva de petróleo de xisto, atrás da Rússia. China Argentina e Líbia aparecem em seguida na lista. Quanto às reservas de gás de xisto, a China ocupa a primeira posição, antes de Argentina, Argélia e EUA. Embora a exploração desses hidrocarbonetos seja tecnicamente possível, há dúvidas quanto à viabilidade econômica. Como os recursos ficam em rochas a grandes profundidades, os custos de produção crescem à medida que as primeiras camadas são exploradas. Outra incerteza é quanto à adequação das técnicas para outras regiões, uma vez que os procedimentos foram desenvolvidos para formações geológicas da América do Norte. Países que pretendam explorar xisto também precisam ter abundância hídrica. De acordo com o Departamento de Energia, o processo de extração em cada poço pode consumir entre 2 a 4 milhões de galões de água. Atualmente, só EUA e Canadá extraem esses recursos não convencionais em quantidades comerciais. Argentina, China e Brasil têm grande interesse em desenvolver suas próprias reservas. Entretanto, a atividade nesses países ainda depende de estudos que podem durar alguns anos.

 

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