Energia e Meio Ambiente

Oleoduto Keystone XL complica indicação de Susan Rice

A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, está sendo pressionada a vender ações de empresas envolvidas com o projeto de construção do oleoduto Keystone XL. A embaixadora é a principal candidata para o cargo de secretária de Estado, após a saída prevista de Hillary Clinton em 2013. No dia 28, um grupo ambiental divulgou que Rice possui ações da construtora TransCanada e de companhias de petróleo, todas ligadas ao Keystone XL. Organizações da sociedade civil fizeram petições para que os ativos sejam vendidos. A construção do oleoduto, que transportaria petróleo extraído das areias betuminosas do Canadá até o Texas, está suspensa desde janeiro de 2012. Há preocupações com o impacto ambiental do projeto, devido ao risco de contaminação do aquífero Ogallala, em Nebraska. Entre outros pontos, a permissão federal para a obra depende da obtenção de um acordo entre a TransCanada e o governo de Nebraska sobre a realização de um desvio. Como o projeto envolve outro país, a retomada da construção precisa da autorização do Departamento de Estado. Segundo grupos ambientalistas e outros ativistas, caso Rice seja nomeada secretária de Estado, a posse das ações geraria um conflito de interesses. De acordo com sua declaração de renda, a embaixadora tem entre US$ 300 mil e US$ 600 mil investidos na TransCanada. A questão pode complicar sua indicação para o cargo de secretária de Estado. Rice precisa dos democratas para superar a grande oposição republicana à sua nomeação. Mas como o partido democrata é contra a construção do oleoduto, o apoio poderá ser menor do que o esperado.

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