Energia e Meio Ambiente

Obama veta compra de parque eólico por empresa chinesa

O presidente Barack Obama vetou, no dia 28, a aquisição pela China de quatro fazendas de captação de energia eólica no Oregon. A decisão foi tomada depois que o Comitê de Investimento Estrangeiro (CFIUS, na sigla em inglês) desaconselhou a compra pela chinesa Ralls Corporation. O argumento do CFIUS é o de que a presença da empresa poderia ameaçar a segurança nacional, uma vez que as fazendas localizam-se perto de uma área de treinamento militar com drones. De acordo com a seção 721 do Foreign Investment and Security Act, o presidente tem o poder de bloquear investimentos externos quando houver evidências de que o comprador estrangeiro pode colocar em risco a segurança do país. O Departamento de Tesouro, órgão que engloba o CFIUS, alegou questão de confidencialidade para não divulgar detalhes sobre o caso. Os EUA praticamente dominam a produção mundial de drones e tentam evitar que outros países, principalmente os não aliados, adquiram esse conhecimento. Analistas acreditam que, apesar de o provável argumento para a medida ser a proteção de informações sensíveis, a motivação imediata seria política. A poucas semanas das eleições, a administração teria interesse em mostrar um posicionamento mais rígido em relação à China. Obama tem sido acusado por republicanos de ser leniente com políticas chinesas, supostamente contrárias aos interesses dos EUA. A Casa Branca nega qualquer relação entre o bloqueio e a eleição, alegando que o presidente agiu a pedido do CFIUS. Representantes da Ralls Corporation afirmaram que o veto foi um equívoco e que a empresa pretende contestá-lo judicialmente.

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