Energia e Meio Ambiente

Falência no setor solar reaviva crítica a estímulos públicos

O anúncio de mais uma falência no setor de energia solar, no dia 28, reacendeu as críticas sobre políticas de estímulo da administração Obama. A companhia Abound Solar faliu apesar de ter recebido US$ 70 milhões em garantias de empréstimos do Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês). Segundo a direção da empresa, a quebra se deve à forte concorrência da China. Dados do Departamento de Comércio indicam que as importações de componentes de painéis solares chineses quadruplicou entre 2009 e 2011. Outro fator foi a perda de competitividade doméstica. Ao contrário de seus concorrentes, a Abound Solar não empregava polisilício como matéria-prima. Com a queda nos preços do mineral nos últimos anos, empresas rivais tornaram-se mais competitivas. O caso é o último de uma série de falências no setor desde o ano passado. Os fabricantes Evergreen Solar, Solyndra e Spectra Watt também fecharam, mesmo com apoio do governo. O episódio da Solyndra, que faliu depois de receber mais de US$ 500 milhões em garantias de empréstimos, sucitou críticas ao governo. Na época, republicanos abriram investigações para averiguar se o DOE havia concedido novas garantias à empresa mesmo sabendo de sua má situação econômica. Os congressistas Fred Upton (R-MI) e Cliff Stearns (R-FL), do Comitê de Comércio e Energia da Câmara, afirmam que o recente episódio é mais uma prova do fracasso do programa de estímulos. O porta-voz do DOE, Damien LaVera, contra-argumentou que a falência da Abound Solar apenas reflete que investimentos em energia limpa possuem certo grau de risco.

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