Energia e Meio Ambiente

Comitê do Senado dificulta plano militar para biocombustível

O Comitê de Serviços Armados do Senado aprovou, no dia 24, uma proposta de lei que dificulta gastos do Departamento de Defesa com biocombustíveis. A medida foi aprovada por 13 votos a 12, com apoio total dos republicanos e de apenas 2 democratas. O texto impõe restrições maiores do que as aprovadas anteriormente pela Câmara. Enquanto os representantes vetaram a compra de biocombustíveis por preços superiores aos de produtos derivados de petróleo, os senadores condicionam a construção de refinarias de biocombustíveis pelos militares à autorização legal prévia. As refinarias são parte importante da Estratégia Operacional de Energia, adotada no ano passado por autoridades militares para reduzir a dependência do Pentágono em relação a combustíveis fósseis. Considerando o fato de que a maioria democrata no Senado tende a apoiar programas públicos para energia alternativa, a decisão evidencia a força de membros republicanos do comitê. John McCain (R-AZ) e James Inhofe (R-OK) acusam a Casa Branca de impor sua agenda energética ao setor militar. McCain declarou que a agenda verde do presidente é um erro de prioridades e demonstra sua falta de conhecimento sobre segurança nacional. Já o porta-voz de Inhofe afirma que a administração manipula o departamento, impondo gastos injustificáveis em energia limpa. O Pentágono defende os investimentos diminuir a sua dependência em relação a petróleo e contribuir para a redução de despesas da instituição. A proposta do comitê ainda precisa ser votada e aprovada nas duas Casas, antes de ser enviada para sanção presidencial.

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