Morte de bin Laden coloca republicanos em situação difícil

Republicanos se encontram em posição delicada após o anúncio da morte de Osama bin Laden, no último domingo. O evento dificulta as críticas dos republicanos à liderança de Obama, que deu por completa uma missão iniciada por George W. Bush. As soluções encontradas pelos republicanos, de modo geral, tem sido atribuir a vitória às forças armadas do país ou desviar a atenção do assunto, evidenciando os problemas na economia. A representante Michele Bachmann (R-MN) se pronunciou sem evidenciar o papel do presidente e declarando que a morte de Bin Laden “não põe fim à ameaça terrorista”. Embora o índice de aprovação do presidente já tenha crescido segundo pesquisas feitas na segunda-feira, a maioria dos analistas diz que ainda é cedo para avaliar os impactos na eleição de 2012. Republicanos devem voltar à discussão sobre o orçamento e a dívida pública, e focar a campanha em assuntos econômicos, onde a aprovação do presidente ainda é baixa. A previsão é de que no primeiro debate presidencial republicano, que ocorrerá nessa quinta feira, os candidatos devam focar em assuntos como energia, saúde e economia. De qualquer maneira, é consenso que temas de política externa serão pouco utilizados por republicanos na corrida presidencial. Por um lado, o partido transformará a disputa em um plebiscito sobre a política econômica de Obama e seu modelo de estado interventor na sociedade. Por outro, a morte de Bin Laden deve neutralizar uma vantagem que o partido geralmente tem em temas de segurança nacional e amenizar críticas em relação à capacidade de liderança do presidente.

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