Boletim OPEU – Janeiro-Fevereiro 2025
Crédito da arte: Natália Constantino, com atualização de Carolina Weber
Por Equipe OPEU, com edição de Rafael Seabra, PhD* [Divulgação] [Boletim OPEU]
Confira abaixo o compilado das publicações do OPEU em janeiro e fevereiro de 2025:
Trump e trumpismo
Trump e trumpismo: uma nova direita nos Estados Unidos?
Camila Vidal
O Projeto 2025, que incorpora a transição da Presidência de Joe Biden para o recém-eleito Donald Trump, trata, já no seu preâmbulo, de uma “promessa conservadora”. Nele, atenta que a “América e o movimento conservador passam por uma era de divisão e de perigo, assim como na década de 1970” (tradução própria). Boa parte da campanha eleitoral de Trump se voltou, justamente, para esse movimento conservador, ainda que com diferenças importantes em relação ao movimento mais antigo e tradicional de direita no país. Leia mais
‘O aprendiz’: como as três regras de Roy Cohn construíram a imagem de Donald Trump
Thiago Oliveira
Antes da Presidência, Donald J. Trump já era uma figura bem estabelecida no mundo dos negócios e na cultura pop, fazendo aparições em comerciais, videoclipes, clássicos do cinema, como “Esqueceram de mim 2”, e da televisão, como “Sex and The City”. Em sua presença no Zeigest cultural, raramente fez participações, nas quais interpretava algum personagem. Leia mais
Trump nos ombros de Edmund Burke: o discurso antiglobalista
Lucas Barbosa
Desde 1974, acontece anualmente nos Estados Unidos a Conservative Political Action Conference (CPAC). Tradicionalmente, o evento atrai milhares de pessoas associadas ao movimento conservador estadunidense, mais especificamente os membros mais radicais do Partido Republicano. A participação de figuras do conservadorismo estrangeiro, porém, tem-se tornado frequente. Em fevereiro de 2024, quando ocorreu a primeira edição a organizar uma cúpula internacional, estiveram presentes em Washington, D.C., representantes das conferências realizadas na Austrália, na Hungria e no Japão; o deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro (PL-SP); o presidente de El Salvador, Nayib Bukele (2019-); o presidente da Argentina, Javier Milei (2024-); e o ex-presidente e então candidato republicano à eleição presidencial dos Estados Unidos Donald Trump (2017-2021). Leia mais
Posse presidencial
As cerimônias de posse presidencial e Trump
Kayla Arnoni Vertematti Baptista
A posse de Donald Trump (2017-2021) como o 45º presidente dos Estados Unidos, em 20 de janeiro de 2017, foi um marco polarizador na história do país. Na época, sua vitória destacou profundas divisões na sociedade americana e trouxe diversas mudanças ao cenário político. Agora, em 2025, com Trump reassumindo a Presidência após um intervalo no poder, o evento pode ganhar novos contornos. Para alguns, representa a reafirmação de suas ideias e legado, para outros, é um lembrete das tensões que continuam a moldar o futuro político e social dos Estados Unidos. Leia mais
Posse presidencial: um ritual de sacralização do ordinário marcado por opulência e poder
Tatiana Teixeira
Este ano, pela primeira vez desde 1985, época de Ronald Reagan, a posse do novo (mas nem tanto) presidente dos Estados Unidos aconteceu na Rotunda do Capitólio, um espaço de estilo neoclássico dos séculos XVIII e XIX, inspirado no Panteão. Diferentemente do que se fosse realizada ao ar livre, na frente oeste do prédio do Congresso, a menor capacidade de lotação deu ao evento ares ainda mais exclusivos. Leia mais
Política externa, estratégia global e segurança
O retorno de Trump e a política exterior dos Estados Unidos
Sebastião C. Velasco e Cruz
Em uma das primeiras páginas de The Art of Deal (Random House Publishing Group, 1987) – livro que o projetou na vida pública –, Donald Trump complementa um relato com este comentário reflexivo, “Sometimes it pays to be a little wild”, e logo conclui, “An hour later I got a call back form the banker, and he said, ‘Don’t worry, we’re going to work it out, Mr. Trump’.” Leia mais
Trump: edição atualizada de Reagan
Williams Gonçalves
A revista norte-americana de orientação política conservadora The American Spectator repercutiu, no dia 10 último passado, o ensaio do também conservador historiador escocês Niall Ferguson, membro do think tank Hoover Institution e da Universidade de Stanford, intitulado How to Win the New Cold War, publicado nas páginas da revista Foreign Affairs, três dias antes. Leia mais
De volta à Casa Branca, Trump restabelece sanções ao Tribunal Penal Internacional
Arthur Alcântara, Ana Clara Melo e Marrielle Maia
Em meio à visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a Washington e à série de declarações em apoio ao fim do cessar-fogo e ao plano de reocupação da Faixa de Gaza, Trump assinou, no último dia 6, a ordem executiva Imposição de Sanções ao Tribunal Penal Internacional, restabelecendo sanções contra os funcionários e o aparelho institucional do TPI. Leia mais
A diplomacia do medo Trump 2.0: Canadá, Groenlândia e Panamá
Yasmim Abril M. Reis
Ano novo, novo mundo. Este não foi, porém, o cenário de ontem (20), quando Donald Trump assumiu a Casa Branca como presidente dos Estados Unidos para o seu segundo mandato. Em um ato tradicional de transição de poder em uma democracia, ocorreu a cerimônia de posse, na qual líderes internacionais e grande empresários, incluindo os das Bigs Techs, estavam presentes. O dia foi marcado por tradições e simbolismos que remetem aos Pais Fundadores do país. O momento clímax da data foi o discurso inaugural de Trump após a posse oficial. Na sequência, o novo presidente assinou uma lista de 78 revogações e ordens executivas em seu primeiro dia de mandato oficialmente. As medidas empreendidas no âmbito da America First podem ser interpretadas como uma política nacional-populista autoritária. Leia mais
Inovações tecnológicas e Inteligência Artificial na Guerra da Ucrânia
Gabriela Avila e Júlia Salgueiro
O dia 24 de fevereiro de 2022 foi um marco sangrento para a história do Leste Europeu, pois marcou o começo de uma guerra entre Ucrânia e Rússia, que perdura até os dias de hoje. As motivações para tal conflito são diversas. Porém, vale citar que a Rússia justifica a invasão ao território ucraniano por razões como a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), significando uma ampliação da influência dos Estados Unidos, seu antagonista histórico, na região. Leia mais
Chutando a Escada: Trump e a inflexão da Grande Estratégia dos Estados Unidos
Equipe Chutando a Escada em parceria com OPEU
Neste episódio, o primeiro da nova parceira entre o Chutando a Escada e o Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU), Filipe Mendonça e Tatiana Teixeira recebem o pesquisador Williams Gonçalves para analisar as mudanças na Grande Estratégia dos Estados Unidos sob o governo Trump, contrastando-as com o tradicional consenso bipartidário voltado à manutenção da hegemonia norte-americana. Leia mais
‘Fazer a América Grande de Novo’ e hegemonia regional no governo Trump 2.0
Luciana Wietchikoski, para Interesse Nacional
No seu discurso de posse, no dia 20 de janeiro deste ano, o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a incluir a América Latina no radar de sua política externa. Ele reafirmou que sua administração considerará retomar o controle do Canal do Panamá e renomeará o Golfo do México como “Golfo da América”. Embora essas declarações sejam bravatas pouco diplomáticas e desprovidas de viabilidade política, a controvérsia envolvendo a América Latina intensificou os questionamentos sobre os rumos da política externa estadunidense na região, com reflexos diretos para o Brasil. Leia mais
Securitização das relações econômicas entre EUA e China é tema de livro de pesquisadora do OPEU
Matheus de Oliveira Pereira
Nos últimos anos, o caráter crescentemente antagônico das relações entre Estados Unidos e China tem-se consolidado como um aspecto um dos aspectos-chave da Política Internacional Contemporânea. Dadas as dimensões dos atores envolvidos e a centralidade de ambos em diferentes áreas, a rivalidade sino-estadunidense produz ramificações profundas que excedem, em muito, o escopo bilateral. O caso do comércio internacional é particularmente ilustrativo deste quadro. As tensões acumuladas durante anos, e que resultaram na guerra comercial travada durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021), tiveram impactos significativos do ponto de vista dos fluxos de trocas, assim como sobre o sistema multilateral de comércio que permanece seriamente fragilizado até hoje. Não surpreende, portanto, que esse cenário tenha estimulado um debate amplo e vigoroso, ao qual Yasmim Reis e Erica Resende se somam com o livro O Processo de Securitização das Relações Econômicas entre EUA e China na Administração Trump (2017–2021): Reflexões sobre a Competição com a China na Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos (Editora Appris, 2024). Leia mais
Editora Unesp lança ‘Como os Estados Pensam’, de John Mearsheimer e Sebastian Rosato
Tatiana Carlotti
Com tradução de Fernando Santos e a excelência da Editora Unesp, finalmente chega às livrarias brasileiras Como os Estados pensam, o mais recente estudo do teórico das Relações Internacionais John Mearsheimer (Universidade de Chicago) e do cientista político Sebastian Rosato (Universidade de Notre Dame). Leia mais
“Project 2025” e o futuro sob Trump 2.0
‘Project 2025′: a América Latina na disputa de Trump contra a China
Victor Cabral e Fábia Muneron Busatto
Parceria OPEU e The Conversation Brasil
O primeiro governo de Donald Trump (2017–2021) mostrou que ele tinha dois importantes inimigos públicos: a China e as migrações irregulares de latino-americanos para os Estados Unidos. No Project 2025, documento com propostas de governo produzido pela Heritage Foundation, que tende a servir de base do segundo mandato do republicano, esses dois inimigos são reforçados. Porém, dessa vez, a América Latina figura como um espaço de disputa por influência entre os Estados Unidos e a China. Leia mais
Rafael Seabra, Lucas Amorim e Marcus Tavares Cunha
Parceria OPEU e The Conversation Brasil
Em linhas gerais, os artigos sobre economia contidos no Project 2025 reforçam características marcantes do trumpismo, ao mesmo tempo que delineiam estratégias para seu aprofundamento. Apresentam uma perspectiva ultraliberal, excetuando-se o protecionismo comercial, e destacam os supostos benefícios da desregulação econômica e financeira como motores do crescimento. Leia mais
‘Project 2025′: China aparece como principal ameaça multissetorial aos EUA
Yasmin Reis e Lauro Henrique Gomes Accioly Filho
Parceria OPEU e The Conversation Brasil
Mencionada 683 vezes ao longo do Project 2025, em contraste com as 108 menções à Rússia, a China recebe um destaque não apenas para disputa comercial, mas é inserida como prioridade nos embates no campo tecnológico. Leia mais
USAID
USAID e a falácia da generosidade
Camila Feix Vidal
O segundo governo Donald Trump não perdeu tempo em suspender, já nas suas primeiras ordens executivas, a ajuda financeira ao exterior (à exceção da assistência militar para Egito e Israel). Boa parte, para não dizer a totalidade, da ajuda financeira desse país para o exterior se organiza a partir de uma agência governamental vinculada ao Departamento de Estado com aprovação orçamentária pelo Congresso: a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês). Críticos à instituição por conta de sua suposta corrupção e gasto público contrário ao “interesse nacional” Trump e Elon Musk (liderando o novo Departamento de Eficiência Governamental, DOGE) não perderam tempo em encerrar as atividades da mesma. Já no último sábado, 1º de fevereiro, inviabilizaram seu website e, na segunda-feira, 3 de fevereiro, seus servidores foram dispensados, e seus contratados terceirizados, demitidos. Tal ação não causaria surpresa não fosse a magnitude dessa agência. Congressistas (inclusive republicanos) e juristas já debatem a constitucionalidade de seu encerramento a partir de ordem executiva. Leia mais
Atuação da USAID na América Latina (2001-2021)
Camila Feix Vidal e Larissa Gheller
A Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) é a instituição governamental estadunidense, vinculada ao Departamento de Estado, que opera internacionalmente em 160 países e a partir de um corpo de funcionários que engloba cerca de 10 mil colaboradores. Desse total, 36% se encontram em Washington, D.C., e 64% estão localizados no exterior, conforme informação referente a 2019, disponível no site institucional antes de a página ser retirada do ar pelo atual governo de Donald Trump. Como captadora de recursos financeiros (98% são recursos públicos aprovados anualmente pelo Congresso), a USAID trabalha a partir de uma rede capilarizada nos Estados Unidos e fora do país por meio de projetos próprios, com funcionários da agência alocados no exterior, por exemplo; e de “parceiros”, ou seja, instituições privadas e organizações não governamentais estadunidenses e estrangeiras. Leia mais
Ingerência na soberania, contenção migratória e pouca transparência: um balanço da USAID no Haiti
Camila Feix Vidal e Larissa Gheller
O governo dos Estados Unidos é o maior contribuinte na área de assistência humanitária ao Haiti por intermédio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês). Com uma história permeada pela violência fruto de um dos mais brutais processos escravagistas, de incontáveis guerras civis, de invasões externas, dos esquadrões da morte de François Duvalier e de desastres naturais, o Haiti é o mais populoso país do Caribe e, também, o mais pobre. Leia mais
Atuação da USAID em matéria de segurança pública no Brasil (1950-1970)
João Gaspar
Historicamente, a violência imperial exercida pelos Estados Unidos sobre a América Latina se expressou, de um lado, pela coerção, e de outro, pelo consenso. Na primeira modalidade, encontram-se as intervenções militares visando à deposição de presidentes, por exemplo; na segunda, mais difícil de ser materialmente desvelada, encontram-se os diversos programas de “cooperação técnica” e de “assistência humanitária”, por exemplo, oferecidos – e na maioria das vezes integralmente custeados – pelos EUA. Leia mais
Política migratória e racismo
Racismo e política migratória: do México para baixo
Caio Junior Auler
Sob ordens do recém-empossado presidente Donald Trump, a campanha de deportação em massa posta em marcha pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês) desatou o que se pode considerar uma das primeiras crises do novo governo republicano nos Estados Unidos. Em consonância com as promessas de campanha, a agressiva política migratória de Trump 2.0 tem, de fato, atacado os assim chamados imigrantes “ilegais”, criminalizados por uma retórica que em muito demonizou-os, reduzindo-os à condição de “selvagens” e “animais” – passíveis, portanto, de serem expelidos da sociedade estadunidense. Leia mais
O ‘redator de fronteiras’: Stephen Miller e suas políticas anti-imigratórias
Rafael Gomes
Indicado por Donald Trump para ser o vice-diretor de Políticas da Casa Branca no segundo mandato do republicano como presidente dos Estados Unidos e conhecido por ser linha-dura em relação à questão da imigração, Stephen Miller é, antes de tudo, uma figura que provoca reações diversas no eleitorado estadunidense. Para uns, trata-se de um jovem líder que, com seus fortes discursos, inspira o seminal patriotismo do país, enquanto outros consideram-no a “pessoa mais perigosa do círculo interno de Donald Trump”. Tais adjetivos já antecipam o teor polêmico de sua personalidade e atuação na política, que, como veremos a seguir, ainda não é o bastante para classificar sua trajetória. Leia mais
Trump e os latinos: um relacionamento em ascensão
Maria Clara Silva Fontes
Os latinos representam quase 20% da população estadunidense — sendo majoritariamente nascidos nos Estados Unidos — e 36,2 milhões de votos, formando o grupo minoritário mais relevante na votação. Historicamente, os latinos se identificam com os democratas, votando azul em todas as eleições. Apesar de a tendência se manter, o Partido Republicano tem ganhado força nos últimos anos, o que se observa na conquista de 32% dos votos em 2016, com Donald Trump (atrás apenas do recorde obtido por George W. Bush em 2004, que recebeu 44% dos votos latinos), e de 45% em 2024, com o mesmo candidato. Com isso, torna-se a maior votação latina a favor dos republicanos na história. O apoio recorde dessa parcela da população foi mais forte entre os homens (47%), principalmente aqueles nas faixas mais altas e mais baixas de renda (54% entre aqueles com renda menor que US$ 50 mil e também entre os que possuem renda maior que US$ 100 mil), e os eleitores do Sul. Leia mais
Oriente Médio
A participação dos EUA na intensificação do genocídio da Palestina
Ana Flávia Pires de Moraes, Débora Figueiredo Mendonça Prado, Júlia Camargo Assad de Souza e Maria Fernanda Montandon Lemos
A relação entre os Estados Unidos e Israel tem raízes profundas e é caracterizada por uma aliança sólida, baseada em motivações políticas, econômicas e culturais. Esse vínculo é resultado de uma série de fatores que se intensificaram ao longo das décadas. Desde que os EUA foram o primeiro país a reconhecer Israel como um Estado independente, em 1948, diversos elementos têm sustentado essa aliança, fazendo dela uma das mais robustas no cenário global. Como colocado pelo Jornal Opção, para os Estados Unidos, a proteção de Israel significa segurança global. Leia mais
Trump 2.0, ‘Riviera em Gaza’ e a ordem regional no Oriente Médio
Isabela Agostinelli
Em 4 de fevereiro de 2025, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promoveu uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, D.C., ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Na ocasião, Trump declarou que os EUA tomariam Gaza para si e a transformariam em um empreendimento imobiliário e voltado para o turismo. Leia mais
AIPAC vs. Squad: o ‘lobby’ israelense para impedir candidaturas progressistas nos Estados Unidos
Camila Vidal e João Gaspar
Em 2018, um conjunto de quatro congressistas recém-eleitas pelo Partido Democrata para a Câmara de Representantes (no Brasil, a Câmara de Deputados) formam uma aliança caracterizada por uma agenda progressista considerada à esquerda dos demais congressistas democratas: o Squad. Alexandria Ocasio-Cortez (Nova York), Ilhan Omar (Minnesota), Ayanna Pressley (Massachusetts) e Rashida Tlaib (Michigan) são as integrantes iniciais desse grupo, parte do Caucus Progressista no Congresso dos Estados Unidos, mas que se caracterizam por uma agenda mais agressiva ideologicamente e considerada à esquerda do restante dos integrantes desse mesmo caucus (aqui, com o sentido de bancada parlamentar) e do Partido Democrata. Na eleição de 2020, o grupo incorporaria os recém-eleitos Jamaal Bowman (Nova York) e Cori Bush (Missouri). Já em 2022, Greg Casar (Texas), Delia Ramirez (Illinois) e Summer Lee (Pensilvânia) seriam as últimas adições. Leia mais
‘Lobby’ israelense na política externa dos EUA: uma análise sobre influências internas e alianças
Lauro Henrique Gomes Accioly Filho
As Relações Internacionais (RI) são um campo de estudo que busca entender o comportamento dos Estados e suas relações com outros países. Tradicionalmente, os estudiosos das RI focaram nos Estados como atores principais, geralmente seguindo interesses racionais e calculando seus movimentos para maximizar segurança e poder. Na prática, porém, vários fatores internos influenciam a forma como um país age, como vemos no caso do lobby israelense nos Estados Unidos. Leia mais
Sociedade, cultura e saúde pública
Flávio Limoncic
Os homens que escreveram a Constituição norte-americana, em 1787, não viviam imersos apenas no mundo das ideias políticas. Viviam imersos, também, no mundo dos interesses concretos. Alguns defendiam a escravidão, outros queriam promover o comércio, havia aqueles que queriam mais poder para os estados e os que desejavam centralizar o poder na União. A Constituição, um compromisso entre esses e outros interesses, criou um governo central forte o suficiente para proporcionar coesão e segurança ao novo país, e suficientemente fraco, para não ameaçar os interesses localizados nos estados, como os do Sul, ligados à escravidão. Institucionalmente falando, implementou-se um complexo sistema de freios e contrapesos de elementos majoritários e contramajoritários, baseado na representação política, na divisão de poderes entre Executivo, Judiciário e Legislativo bicameral e no federalismo. Leia mais
A nova política da Meta em moderação de conteúdo: debates que não se esgotam
Lauro Accioly Filho
Seguindo os passos do X (antigo Twitter), a Meta abandona seu compromisso com as políticas de fact-checking, ao adotar mudanças que representam um afastamento das iniciativas de combate à desinformação e à proliferação de discursos de ódio. No site da empresa, ainda permanece a declaração de sua missão: “Construir um futuro de conexão humana possível com a tecnologia”. Leia mais
Quadridemia e o colapso da saúde pública
Ingrid Marra
Com a chegada do inverno nos Estados Unidos, os sistemas de saúde se preparam para o aumento de casos de adoecimento por vírus – especialmente respiratórios. Em 2024, a junção de quatro vírus – SARS-Cov-2 (causador da covid-19), Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (conhecido como RSV) e Norovírus – apresentou um desafio ainda maior para um sistema de saúde já colapsado. O potencial fenômeno, coloquialmente chamado de “quadridemia”, sobrecarregou hospitais após as festas de fim de ano. Leia mais
O papel da música no debate político dos Estados Unidos
Andy Mickelly Canovas Lima
Nos Estados Unidos, a cultura pop frequentemente transcende seu papel de entretenimento, tornando-se uma poderosa ferramenta para expressar descontentamento social e promover mudanças políticas. A música, em específico, tem servido como um canal de mobilização e reflexão sobre políticas públicas e questões sociais. Desde os movimentos pelos direitos civis nos anos 1960, artistas usam suas plataformas para amplificar vozes e pressionar por reformas. Leia mais
Quem é Lee Zeldin, a próxima liderança da EPA?
Kayla Arnoni Vertematti Baptista
Lee Zeldin, ex-congressista republicano por Nova York e aliado próximo de Donald Trump, foi indicado pelo presidente recém-eleito para liderar a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês). Com sua postura alinhada às políticas de desregulamentação, Zeldin promete restaurar o domínio energético dos EUA e fortalecer a indústria automobilística. Seu novo cargo gera expectativas sobre enfraquecimento regulatório e traz dúvidas sobre o futuro das políticas ambientais estadunidenses diante da crise climática global, por se tratar de interesses conflitantes em relação à posição que ele ocupará.Leia mais
Economia
EUA bloqueia aquisição da U.S. Steel pela Nippon: ‘investment screening’ e protecionismo econômico
Edna Aparecida da Silva
A Casa Branca publicou, em 3 de janeiro de 2025, a decisão do presidente Joe Biden de bloquear a aquisição da United States Steel (USS), centenária empresa de aço criada por J. P. Morgan e Andrew Carnegie no século XIX e ícone da potência industrial dos Estados Unidos, pela japonesa Nippon Steel Company (NSC), anunciada em dezembro de 2023. Ao longo de 2024, essa decisão foi mantida em suspenso, com declarações enfáticas de Biden sobre o tema e forte oposição de congressistas democratas e republicanos, assim como dos então candidatos Donald Trump e Kamala Harris, contrários à venda da siderúrgica – o que indica um consenso político em favor do bloqueio.. Leia mais
Reflexões sobre Trump, Musk e a simbiose público-privada nos EUA
João Gaspar
Historicamente, as fronteiras entre poder público e grande capital nos EUA sempre foram porosas, especialmente no concernente ao emprego de violência para persecução de interesses comuns. Leia mais
Escolhido para Comércio doou milhões de dólares para campanha de Trump
Isabelle Silva Soares, com supervisão de Aline Regina Alves Martins
O presidente eleito Donald Trump toma posse neste 20 de janeiro. Para assumir o cargo de secretário do Comércio, Trump escolheu Howard Lutnick, o copresidente de sua equipe de transição. Inicialmente, Lutnick havia sido cotado para o cargo de secretário do Tesouro, uma indicação que teve forte apoio de Elon Musk, CEO da Tesla, proprietário do X, fundador da SpaceX, entre outros negócios. Ao ser nomeado como secretário do Comércio, Lutnick desbancou Robert Lighthizer, representante comercial dos EUA durante o primeiro mandato de Trump, e Linda McMahon, copresidente da transição, junto com Lutnick, e administradora da Small Business Administration. Leia mais
Quem teme a DeepSeek? Abalo no Vale do Silício e desafio à hegemonia estadunidense
Lauro Accioly Filho
A entrada da startup chinesa de chatbot de Inteligência Artificial, a DeepSeek, causou um impacto significativo no valor de mercado das Sete Magníficas – as gigantes da tecnologia dos EUA: Apple, Microsoft, Amazon, Nvidia, Alphabet, Meta e Tesla. A movimentação levou investidores a reavaliarem o papel dessas empresas, resultando em uma perda de US$ 643 bilhões em um único dia. Como reflexo, o índice Nasdaq, referência para o setor de tecnologia na Bolsa de Nova York, fechou o dia (27/1/2025) em queda de 3,07%, a 19.341,83 pontos. Leia mais
Aliança entre Donald Trump e as ‘Big Techs‘
Ana Thees
A cerimônia de posse de Donald Trump ocorrida em 20 de janeiro contou com a presença em peso dos donos das principais Big Techs mundiais: Elon Musk (Tesla, X e SpaceX), Mark Zuckerberg (Meta), Jeff Bezos (Amazon), Tim Cook (Apple) e Sam Altman (OpenAI). Os convidados ocuparam lugares de destaque no salão dentro do Capitólio, ao lado de integrantes importantes do governo, como secretários e membros da família. Leia mais
OPEU
Radar OPEU
Os textos mais lidos
Os textos mais lidos na semana 20 a 26 jan. 2025
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Relatório OPEU
Boletim OPEU – Novembro de 2024
Relatório OPEU – Julho a Dezembro de 2024 ![]()
* Rafael Seabra é colaborador do OPEU/INCT-INEU, doutor em Economia Política Internacional (PEPI-UFRJ), mestre em Relações Internacionais (PPGRI-UFF) e economista (IE-UFRJ). Contato: rafaelhseabra@gmail.com.
** Revisão e edição: Tatiana Teixeira. Este conteúdo não reflete, necessariamente, a opinião do OPEU, ou do INCT-INEU.
*** Sobre o OPEU, ou para contribuir com artigos, entrar em contato com a editora Tatiana Teixeira, no e-mail: tatianat19@hotmail.com. Sobre as nossas Newsletters, para atendimento à imprensa, ou outros assuntos, entrar em contato com Tatiana Carlotti, no e-mail: tcarlotti@gmail.com.
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