Fed mantém programa de estímulo à economia

O Fed informou, no dia 30, que vai manter o programa de compra de títulos de US$ 85 bilhões ao mês até que o mercado de trabalho apresente melhora. O anúncio foi realizado após a primeira reunião de 2013 do Federal Open Market Committee. Por 11 votos contra 1, o órgão votou pela continuidade da compra mensal de US$ 40 bilhões em ativos lastreados em hipotecas e outros US$ 45 bilhões em títulos públicos de longo prazo. O comitê também reafirmou que as taxas de juros de curto prazo permanecerão próximas a zero, pelo menos até que o nível de desemprego atinja 6,5%. As práticas não serão alteradas enquanto a inflação estiver controlada em até 2,5%. A decisão de manter as medidas de estímulo já era esperada e teve pouco impacto no mercado financeiro. De acordo com analistas, dada a atual taxa de desemprego de 7,9% e a inflação abaixo da meta, a comissão não tem motivos para alterar suas práticas. O órgão também teria se mostrado resistente a interromper a compra de ativos, depois de já ter encerrado e retomado programas similares algumas vezes nos últimos anos. Apenas a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, apresentou voto contrário. George expressou a preocupação de que as ações do Fed poderiam causar elevação da inflação e instabilidade financeira. A política, conhecida como afrouxamento monetário, tem como objetivo reduzir as taxas de juros de longo prazo e auxiliar a recuperação econômica do país após a recessão iniciada em 2007. Apesar da crítica, a previsão de especialistas é de que o programa de compra de ativos se estenda pelo menos até meados de 2013.

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