Estados se preparam para cortes em repasses federais

Os governos estaduais se preparam para reduções nos repasses do governo federal, em função dos cortes automáticos de orçamento previsto para janeiro. Mesmo que as negociações do abismo fiscal cheguem a algum consenso, o repasse de verbas aos estados pode sofrer diminuição. Depois de seguidos anos de reduções orçamentárias, governos estaduais esperavam que as transferências de dinheiro federal voltassem aos níveis anteriores à crise econômica. Uma pesquisa divulgada pelo National Governors Association e pelo National Association of State Budget Officers mostrou que os estados deverão receber US$ 692,8 bilhões em receita sem destinação específica neste ano fiscal. A quantia é maior do que a de 2008, ano anterior à recessão, mas, se ajustado à inflação, o valor será 7,9% menor do que quatro anos atrás. Além disso, o aumento dos gastos com o programa Medicaid exigirá mais dos estados, com possíveis cortes em outros serviços. Representantes dos governos estaduais afirmam que os repasses do governo aumentam vagarosamente, enquanto os gastos com saúde atingem valores insustentáveis. O resultado disso é que outras áreas, como educação superior, infraestrutura e segurança recebem menor assistência. Alguns estados já começaram a buscar soluções alternativas. Pensilvânia está considerando privatizar seu sistema de loteria. Connecticut pretende promover cortes em seus programas estaduais. Ohio anunciou um plano de antecipação de receitas futuras para pagar projetos de transporte. Na semana passada, uma delegação bipartidária de governadores visitou Washington para expor os riscos que o abismo fiscal trará para a economia e os orçamentos de seus estados.

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