Acúmulo de casas retomadas ameaça mercado

A enorme quantia de casas retomadas por grandes bancos e credores de hipotecas ameaça um agravamento da crise imobiliária, tornando-se um obstáculo para a recuperação econômica. Economistas se preocupam com a possibilidade de uma nova crise, pois a quantidade crescente de reapropriações deprecia os valores dos imóveis. Atualmente, existem mais de 820 mil casas retomadas e milhões estão em processo de despejo para os próximos anos. Segundo projeções econômicas, seriam necessários cerca de três anos para os credores conseguirem vender as casas retomadas, tempo que poderia ser ainda maior em determinadas regiões. Os preços dos imóveis, já deprimidos, podem cair 5% até o fim de 2011. Na cidade de Atlanta, para cada casa que é revendida oito são retomadas; a proporção antes da crise um para um. Um dos principais motivos para o acúmulo de casas em poder dos bancos é a demora em conseguir revendê-las. Além dos 400 dias para o processo de despejo, levam-se outros 176, em média, para a venda do imóvel. Equipes inadequadas e demora nas investigações também atrasam o processo. Por outro lado, alguns mutuários inadimplentes têm argumentado que as companhias hipotecárias não podem provar a contratação dos empréstimos e, portanto, não têm o direito de despejá-los. Nos últimos meses, alguns juízes deram ganho de causa às famílias e interromperam os processos de despejo. As acusações baseiam-se em erros encontrados em documentos legais. Os bancos alegam ter sanado o problema, mas suspeitas de falsificação de datas e documentos ainda persistem.

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