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Grupo de trabalho sobre Estados Unidos na ANPOCS

Para além da surpreendente eleição de Donald Trump, o ano de 2016 trouxe à tona fenômenos que colocam questionamentos urgentes sobre a sociedade e a política nos EUA.

Trump, obviamente, tornou-se o líder de um movimento de insatisfação com a classe política e com os rumos da economia nos EUA. Por vezes, tal movimento assume tons populistas, antiglobalização, nacionalistas, e de caráter xenófobo e misógino.

Por outro lado, mas não menos surpreendente, a incapacidade da candidata Hillary Clinton e da ala majoritária do Partido Democrata em atrair interesse por sua plataforma foi contrastada pelo entusiasmo dos apoiadores de Bernie Sanders, sobretudo frente a eleitores jovens. Sanders, e a ala progressista democrata, tem visões sobre os impactos da globalização e os rumos da política externa dos EUA, que se aproximam, paradoxalmente, das posições de Trump.

Essas tendências e fenômenos tornam-se ainda mais intrigantes na medida em que o ex-presidente Barack Obama deixou o cargo com alta taxa de aprovação, e com a economia em trajetória ascendente e criando empregos.

Tomando distância do cenário político atual, faz-se necessário compreender quais dessas tendências são conjunturais e quais são estruturais. Dos fenômenos recentes, quais são passageiros e quais terão impacto duradouro na sociedade e política nos EUA? Como essas tendências se relacionam com processos políticos e sociais fora dos EUA, tais como o crescimento do nacionalismo na Europa ou a onda conservadora no Brasil e na América do Sul? Quais seus possíveis impactos sociais, econômicos e geopolíticos no mundo?

Para discutir essas e outras questões, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU) chama a comunidade acadêmica e pesquisadores trabalhando nas mais diversas áreas de Estudos sobre os Estado Unidos para participar do grupo de trabalho a ser realizado no 41º Encontro Nacional da ANPOCS em Caxambú, de 23 a 27 de outubro de 2017.

Veja a chamada para trabalhos completa aqui.

As inscrições devem ser feitas no site da ANPOCS: www.anpocs.org.br

A data limite para o envio de propostas é 10 de abril de 2017.

Lançamento de livro: O Direito de voto, por Alexander Keyssar

O OPEU tem o prazer de anunciar o lançamento de O Direito de voto: A controversa história da democracia nos Estados Unidos, do professor Alexander Keyssar, da Universidade de Harvard.

A publicação é uma iniciativa do INCT-INEU, em conjunto com a Editora UNESP.

O Direito de voto, Alex Keyssar

O Direito de voto: A controversa história da democracia nos Estados Unidos
Prof. Alexander Keyssar
Editora Unesp
618 páginas
ISBN13: 9788539305735

Sinopse:

Por que os donos do poder político passam a compartilhar esse poder com os outros, milhões de outros, na história moderna, por meio da ampliação do direito de voto? Como isto aconteceu nos Estados Unidos? Por que, no país, esse direito expandiu-se em certas épocas e certos lugares, enquanto se restringiu em outros? Qual é o papel das guerras na ampliação do direito de votar? Estas são algumas das questões que Alexander Keyssar busca responder neste livro, uma crônica da história do direito ao voto nos Estados Unidos do fim do século 18 aos anos 2000.

Registro da evolução das leis que definiram e circunscreveram o eleitorado americano, a obra faz uma narrativa minuciosa acerca dos diferentes modos pelos quais as mulheres, os afro-americanos, os trabalhadores da indústria, os imigrantes e muitos outros grupos adquiriram e, às vezes, perderam o direito de voto. E mostra que as questões que permeiam esse direito caminham juntas às indagações sobre as origens da democracia e os obstáculos ou ameaças à existência desse regime: “A evolução da democracia, assim como a do direito de voto, raramente seguiu um caminho reto e sempre foi acompanhada de profundas contracorrentes antidemocráticas”, escreve Keyssar. “A história do sufrágio nos Estados Unidos é uma história de expansão e contração, de inclusão e exclusão”.

No caso da expansão do sufrágio nos Estados Unidos, o autor mostra que ela foi lenta, e gerada por diversas forças e fatores chave, alguns dos quais celebrados há muito tempo por estudiosos e jornalistas, como a dinâmica de acordos fronteiriços, a emergência de partidos políticos concorrentes, o crescimento das cidades e da indústria, o florescimento dos ideais e convicções democráticas e a campanha efetiva de mobilização por parte dos próprios grupos sem direito ao voto.

As principais expansões do sufrágio na história americana, no entanto, aconteceram durante ou como consequência de guerras. Os exércitos deviam ser recrutados quase sempre das chamadas classes inferiores da sociedade, mas não se podia obrigá-las a pegar em armas enquanto lhes era negado o direito ao voto. Ao lado disso, guerras demandavam mobilizar o apoio popular, ou seja, tornar politicamente influente qualquer grupo social excluído do sistema político.

Os Estados Unidos chegaram aos anos 1960, quando a maioria dos afro-americanos não podia votar no Sul,com grandes restrições ao direito de voto. Até 1920 as mulheres eram impedidas de votar na maior parte das jurisdições. E, por muitos anos, os imigrantes asiáticos foram privados do direito de voto porque não podiam tornar-se cidadãos, ao mesmo tempo que mesmo entre nativos americanos era muito mais frequente a ausência do que a existência desse direito. “Apesar de seu papel pioneiro na promoção dos valores democráticos, os Estados Unidos foram um dos últimos países no mundo desenvolvido atingir o sufrágio universal”, escreve Keyssar.

Lançamento de livro: O Peso do Estado na pátria do mercado, por Reginaldo Moraes e Maitá Silva

O OPEU tem o prazer de anunciar o lançamento de O Peso do Estado na pátria do mercado: Os Estados Unidos como país em desenvolvimento, de Reginaldo Moraes e Maitá Silva.

Este livro mostra o papel decisivo do poder público para desenhar o desenvolvimento dos Estados Unidos. A ação dos estados e governos locais promoveu a construção de infraestrutura na primeira metade do século XIX – e o país foi mudando de cara. O governo federal, sobretudo através da política de doação de terras, impulsionou a disseminação de escolas, gerando infra-estrutura de conhecimento para desenvolver o país. Fez o mesmo com as ferrovias, implementando a ocupação do território. As políticas federais de pesquisa e inovação, principalmente no século XX, ajudaram a constituir a liderança econômica e tecnológica norte-americana. Frequentemente nos apresentam os Estados Unidos como pátria do mercado e da livre-iniciativa, mas essa é apenas metade da estória. Ali, o Estado insiste em existir, implementa políticas, altera o curso das coisas, redesenha o país. São episódios dessa epopéia que o livro retrata, como um exercicio que serve para entender um pouco do grande gigante do norte mas serve, também, para pensar o quanto e como tais lições são apresentadas, aos países hoje em desenvolvimento, como caminho a seguir.

A publicação é da Editora UNESP.

O Peso do Estado na pátria do mercado: Os Estados Unidos como país em desenvolvimento
Reginaldo Moraes e Maitá Silva
Editora Unesp
ISBN13: 9788539305018

Seleção para assistentes de pesquisa

O OPEU está abrindo vagas para seleção de até 4 assistentes de pesquisa.

Os assistentes trabalharam junto à equipe do Observatório na pesquisa, redação e divulgação de informações relacionadas a política doméstica e extrena dos EUA.

O período de inscrição vai até 21/02/2014 e o edital completo pode ser acessado aqui.

Requisitos mínimos:
– estar regularmente matriculado em curso de graduação em Relações Internacionais ou áreas afins;
– não ter vínculo empregatício ou bolsa de pesquisa;
– possuir domínio de leitura e compreensão em língua inglesa;
– possuir habilidade textual em língua portuguesa;

OPEU lança seção de indicadores econômicos dos EUA

O OPEU acaba de inaugurar mais uma seção: o acompanhamento de Indicadores Econômicos dos Estados Unidos. Agora é possível consultar os dados recentes e as séries históricas de PIB, balança comercial, transações correntes, balanço fiscal, dívida pública e índices de emprego, diretamente das páginas do Observatório. Os gráficos e as tabelas serão atualizados periodicamente, e novos indicadores serão incorporados nas próximas semanas.

Lançamento de livro: Entre a teoria e a história, por Filipe Mendonça

O OPEU tem o prazer de anunciar o lançamento de Entre a teoria e a história: A política comercial dos Estados Unidos na década de 1980, do professor Filipe Mendonça.

Neste livro, Filipe Mendonça faz uma análise da política comer­cial norte-americana dos anos 1980, mas nos oferece uma visão abrangente. Trata-se de análise especializada, com amplo olhar sobre questões fundamentais para a compreensão daquela política. Por isso o peso que tem a política externa e internacional, sempre focando nas relações dos âmbitos doméstico e internacional. O autor busca, ao longo do trabalho, demonstrar as motivações principais das mudanças na política norte-americana, muito forte­mente marcadas pelo Omnibus and Trade Competitiveness Act de 1988, que marca a definitiva implementação do fair trade, interna­cionalmente conhecido pela revitalização do sistema de sanções pelas Super 301 e Special 301. Trabalho ganhador do disputado Prêmio Franklin Delano Roosevelt de Estudos sobre os Estados Unidos da América 2011, atribuí­do pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

A publicação é da Editora UNESP.

Entre a teoria e a história: A política comercial dos Estados Unidos na década de 1980
Filipe Mendonça
Editora Unesp
296 páginas
ISBN13: 9788539302086

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