Pentágono acata decisão judicial sobre homossexuais nas Forças Armadas

As Forças Armadas dos EUA autorizaram, pela primeira vez na história do país, que candidatos declaradamente homossexuais ou bissexuais sejam aceitos para recrutamento. A ordem atende à decisão de 12 de outubro da juíza federal da Califórnia, Virginia Phillips, que considerou inconstitucional a política “don’t ask, don’t tell”. O código de conduta militar, aprovado pelo Congresso em 1993, permite a expulsão de integrantes homossexuais caso sua orientação sexual pessoal seja revelada. Ao mesmo tempo, os integrantes não podem ser questionados a este respeito, o que criou uma situação de participação velada. A deliberação respondeu à queixa apresentada pelo grupo ativista gay, Log Cabin Republicans. Apesar do presidente, Barack Obama, do secretário de Defesa, Robert Gates, e do chefe do Estado-Maior, Michael Muller, serem contra a lei, o Departamento de Justiça resistia à sua revogação. O Pentágono não apelou e instruiu os recrutadores a aceitarem os candidatos desde que os alertem para a possibilidade de reversão da situação. Cynthia Smith, porta-voz da instituição, não disse se os homossexuais assumidos durante a moratória serão expulsos em caso de revogação da medida, mas defensores legais dos oficiais recomendam que cautela na fase do que classificam como limbo jurídico. Por outro lado, organizações conservadoras criticaram a complacência do Departamento de Defesa. Pessoas recusadas anteriormente tiveram diferentes experiências no dia de ontem. Enquanto algumas comemoraram o “sim” do recrutador, outras continuaram a ter suas candidaturas impedidas.

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